O Canal do Panamá e a Arte da Crítica

Conta a história que quando o Canal do Panamá estava sendo construído, o engenheiro e comandante da obra, Coronel George Washington Goethels, que finalizou sua construção, logicamente teve de lidar com todas as dificuldades que alguém possa imaginar, desde o calor, chuva e pernilongos gigantes até a topografia e dificuldade de entender a língua local. Mas o pior de tudo parecia ser sempre a crítica com que teve de conviver desde o início. Os seus próprios compatriotas nos Estados Unidos achavam que seria impossível, diziam que era um elefante branco, uma obra desnecessária e nunca traria retorno, e até que nunca seria capaz de terminá-la. A reação do Coronel Goethels sempre foi fria, aquela de deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro, e afundar-se no trabalho. Um dia, um dos engenheiros com quem trabalhava, já irritado com tanta crítica, perguntou a Goethels: “você não vai responder às críticas”? Ao que ele respondeu: “Sim”. “Como?” Perguntou o engenheiro. “Com o Canal”, respondeu Goethels.
Do dicionário, crítica é a “arte de julgar com propriedade os pontos positivos e negativos de um desempenho”; “observação critica sobre pontos positivos e negativos, de forma oral ou por escrito”. Note bem: pontos positivos e negativos. Bem, este desempenho poderá ser, por exemplo, de um animal, de um aparelho, de uma máquina, ou até mesmo de um evento, tal como uma palestra, um casamento ou uma aula. De toda forma, qualquer que seja o objeto da crítica, ainda que seja de uma máquina ou de um animal, no fundo estaremos falando sempre de alguma pessoa que está envolvida com o resultado final. Assim, direta ou indiretamente, a crítica acaba sempre sendo para uma pessoa. Aristóteles já dizia que “uma crítica nada mais é do que a vontade de julgar”. E perguntava sempre se a pessoa que está criticando conseguiu se distinguir de alguma forma em sua vida, principalmente na área que diz respeito à crítica. Já se disse que a única pessoa que consegue apreciar tão inteiramente o valor de uma crítica, é somente a pessoa que está criticando. Para amenizar essa questão, os julgadores inventaram a expressão CRÍTICA CONSTRUTIVA – pura besteira para justificar o desejo de julgar. Pois bem, a crítica existe e temos de conviver com ela. Com uma auto estima elevada, qualquer crítica negativa não me afetará, pois o que me incomoda não é o que estão dizendo a meu respeito mas a conversa que mantenho comigo mesmo depois que os outros param de falar. E se olharmos de um outro ângulo, as críticas, por mais destrutivas que sejam têm o seu valor real. O melhor a fazer mesmo é nos questionarmos: “que interesse tem em mim, a pessoa que está criticando”? Um pai, professor ou chefe, aparentemente terá um interesse digno de ser analisado (pode ser que sim ou pode ser que não). Infelizmente, a maioria dos pais, chefes ou professores e a grande maioria das pessoas não sabe praticar a “crítica elevatória” – esta expressão foi inventada por mim para definir uma crítica em que a pessoa sendo criticada, além de aprender, recebe um impacto positivo em seu ego. É a diferença entre criticar o desempenho da pessoa, e não a pessoa em si.
Como um dos melhores exemplos que conheço, ouvido dele mesmo, gostaria de contar um episódio de Zig Ziglar, um dos maiores palestrantes para inspirar e motivar pessoas que a América já conheceu. Quando Zig era criança, um dia estava indo meio mal na escola. Sua mãe o chamou e fez a seguinte crítica: “o desempenho que você está tendo, meu filho, está ótimo para a maioria dos meninos. Mas você não é a maioria dos meninos. Você é Zig Ziglar, o meu filho, e Zig Ziglar é capaz de fazer muito melhor do que isso”. Isto nos ensina que: a crítica foi para a performance, por que esta necessitava melhorar, mas ela elogiou a pessoa, por que todas as pessoas necessitam ser elogiadas.

Ao seu sucesso!!

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Wilson Meiler é é Psicanalista Didata e Clínico, Palestrante Motivacional e autor de vários livros sobre o Sucesso, Motivação e Auto-estima com cinco livros, dois bestsellers, possui vinte e Cinco anos de experiência em Marketing, Recursos Humanos e Operações Internacionais, em 22 países das três Américas, Europa e Oriente. Os notáveis resultados obtidos em sua carreira como Coach, têm feito de Wilson Meiler uma referência nacional em Coaching Executivo. Contatos: www.wilsonmeiler.com.br ou (41) 3027-5432.
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