Os Guerreiros do século XXI
O Século XXI, mais do que um novo século é um novo milênio. São muitas as mudanças exigidas e os requisitos necessários para a sobrevivência nos campos de batalha.
Os empresários, diretores, gerentes, colaboradores, professores e estudantes em fase de transição para a vida profissional, são os guerreiros do futuro, com quem as empresas contarão para transformar os campos de batalha do estudo e do trabalho, em centros produtivos e de realização dos indivÃduos como profissionais e como seres humanos.
Esses guerreiros serão exigidos ao máximo. A competitividade será o traço mais marcante dos indivÃduos e empresas no século XXI.
A competitividade nos campos de batalha, não significa necessariamente que os guerreiros devam se preparar para aniquilar os seus oponentes, mas significa principalmente a vitória sobre os seus inimigos interiores. Detectar esses inimigos e lutar contra eles será imperativo para o sucesso.
Antes de dirigir os seus exércitos, os guerreiros terão de aprender a dirigir a si próprios.
O quociente intelectual (Q.I.) dos guerreiros deixará de ser o regente das competências.
A capacidade de sentir, entender e aplicar eficazmente o poder, gerenciar as próprias emoções e as emoções daqueles com quem interagir, bem como a capacidade de influenciar positivamente os seres humanos, isto sim é que irá determinar se um guerreiro será ou não vencedor.
No século XXI as batalhas exigirão dos guerreiros conhecimentos em todos os campos da administração, desde finanças até o marketing.
Em adição, será exigida extrema competência em comunicação oral, capacidade de ouvir, negociar, traçar estratégias e exercer influência sobre outras pessoas. Não menos importantes, os guerreiros terão de ser mentores, instrutores, conselheiros, aliados, guardiães e amigos.
O PERFIL PSICOLÓGICO E COMPORTAMENTAL DO GUERREIRO VENCEDOR
O guerreiro vencedor em geral não tem a noção de que é um guerreiro e muitas vezes subestima a sua própria capacidade e poder. À medida que vai vencendo os combates, passa a ganhar confiança em si mesmo e então descobre a expressão da sua potencialidade. Os objetivos a serem conquistados passam a ser aparentemente superiores à sua capacidade, porque o guerreiro sabe que pode ir além.
O guerreiro vencedor é acima de tudo competitivo. Ele sabe que a competitividade não implica exclusão nem humilhação do oponente, ou descaso pelos guerreiros que o ajudaram a vencer um combate. Mas ao estabelecer em sua mente que irá conquistar uma posição, o seu espÃrito de competitividade o faz chegar lá, vencendo todos os seus inimigos interiores.
O guerreiro vencedor consegue, porque acredita. Acredita que pode. Acredita que é hoje o que pensou ontem e será amanhã o que pensar hoje. Porque tem certeza da felicidade, ele será feliz. Porque tem certeza da vitória, ele será vitorioso.
O guerreiro vencedor dá-se o direito de errar, como todas as outras pessoas, porém sem se sentir culpado ou inferiorizado. Ele sabe que pode sempre melhorar e aprender com os erros.
O guerreiro vencedor luta sempre tendo uma alternativa para si próprio e para o seu oponente. Um oponente sem alternativa lutará até a morte. O guerreiro do século XXI não quer matar nem morrer. Apenas vencer.
O guerreiro vencedor utiliza o seu tempo. Enquanto outros conversam, ele afia sua espada, calibra suas armas e se adestra em seu manejo, sem nunca se descuidar de olhar sempre o horizonte em toda a sua volta.
O guerreiro vencedor sabe que não pode lutar sozinho. Depende de reunir a força das pessoas para vencer um combate. Portanto discute seus planos e pede ajuda aos outros sem passar a idéia de desconhecimento e insegurança. Ouve as pessoas a ponto de não aceitar um combate se elas assim o provarem desnecessário.
Nesse particular os guerreiros do sexo feminino levam imensa vantagem com relação aos guerreiros do sexo masculino.
O guerreiro vencedor presta atenção aos detalhes. Um pequeno espinho interrompe a marcha e imobiliza um elefante. Um pequeno osso atravessado pode engasgar e matar um leão. Os pequenos detalhes podem fazer toda a diferença.
O guerreiro vencedor sabe que, para atingir seus objetivos, muitas vezes terá de contrariar seu sentido de liberdade e fazer sacrifÃcios. Terá de ir dormir ou de acordar em horas que não lhe agradam, falar com pessoas que nada lhe acrescentam, ou ver o tempo passar sabendo que irá perdê-lo sem colher resultados.
O guerreiro vencedor conhece a força do seu pensamento. Ele sabe que o Universo trabalha sempre a seu favor e nunca contra. Cuida para que seus pensamentos não expressem sentimentos negativos como vingança, ódio, autodestruição ou culpa, que às vezes se manifestam até de forma inconsciente. Por isso, a cada desejo intenso, o bom guerreiro vasculha o seu interior para saber o que está por detrás do seu pensamento.
O guerreiro vencedor compartilha com os outros o seu conhecimento. Da mesma forma, compartilha as sua derrotas e compartilha as suas vitórias. Compartilha os seus bens e compartilha o seu amor. Ele sabe que uma vida sem compartilhar com o seu semelhante torna-se uma vida vazia e ao final da jornada não terá feito sentido.
O guerreiro vencedor possui o equilÃbrio entre o fogo e a água. Tem o entusiasmo e a energia do fogo, porém cuida para não se consumir sozinho. Tem a flexibilidade da água, sabendo contornar os obstáculos. Aumenta a velocidade quando os caminhos são estreitos e tortuosos; não se deixa cortar mesmo pela espada mais afiada e, juntando-se a outras águas, se fortalece para chegar até o mar, seu objetivo final.
O guerreiro vencedor sabe que entre uma batalha e outra deve comportar-se como uma criança, rir e brincar, sem perder de vista a sua missão. A corda sempre tensa termina por arrebentar. A árvore sempre curvada pelo vento torna-se rÃgida e cresce apontando para baixo.
O guerreiro vencedor sabe que pode também perder uma batalha sem precisar sentir-se inferior por isso. Ao perder, avalia as razões da perda, distinguindo os seus acertos dos seus erros e corrigindo-os para o próximo combate. Ele sabe que aprende mais nas derrotas do que nas vitórias. Ele sabe que a derrota é uma forma de crescer para uma vitória maior.
O guerreiro vencedor arrepende-se por ter deixado de fazer, mas nunca das coisas que fez. Se causou mal a alguém, ainda que impensadamente, não se arrepende nem se sente culpado. Se for possÃvel corrige o mal. Se não for possÃvel, pede perdão ao que foi prejudicado e beneficia outras pessoas.
O guerreiro vencedor retém na memória para o resto da vida as lições e as coisas boas que lhe surgiram nas dificuldades.
O guerreiro vencedor vive apenas o presente. Não vive de um passado que não muda e nem volta mais, nem de um futuro que não conhece. Ele sabe que o único tempo que lhe pertence é o presente.
O guerreiro vencedor sabe que a palavra é a energia vibratória que expressa o seu pensamento e os seus sentimentos. Uma vez expressa não há como voltar atrás. Ele conhece esse poder e como as pessoas poderão ser afetadas por ele. Portanto, assume a responsabilidade pelas suas palavras. Seu sim será sempre sim e seu não será sempre não.
O guerreiro vencedor se une sempre a outros guerreiros vencedores. Tigres não andam com hienas. O bom guerreiro não busca a companhia daqueles que nada lhe acrescentam ou que o desmotivem em sua busca da vitória. Ele se alia àqueles entusiasmados e positivos que sabem que vencerão o combate.
O bom guerreiro conhece a arte da negociação. Ceder quando é preciso, se for bom para as duas partes, sem perder a dignidade. Muitas vezes, é melhor um mau acordo digno do que um bom combate sem dignidade.
O guerreiro vencedor não fere ninguém por trás. Só fala de alguém em sua ausência aquilo que for capaz de falar também em sua presença.
O guerreiro vencedor é aberto a mudanças. Ele sabe que irá correr riscos, mas aumentará as suas chances de vencer.
O guerreiro vencedor conhece o valor da persistência. A aranha reconstrói sua teia tantas vezes quantas a tiver destruÃda. O bom guerreiro tornará a montar em seu cavalo tantas vezes quantas for dele derrubado.
O guerreiro vencedor cria o seu espaço inviolável. Um espaço sagrado onde ele pode ficar só e consagrar um tempo para si sem ser interrompido por ninguém.
O guerreiro vencedor não disciplina os guerreiros que o auxiliam nas batalhas, chamando-lhes a atenção na frente de outros guerreiros. Conhece a lenda de Pigmalião e aplica essa lenda com seus guerreiros auxiliares. Procura sempre motivar os seus guerreiros e, ao perceber suas falhas, orienta-os manifestando crença em suas capacidades e amor em seu coração.
O guerreiro vencedor, enfim, tem sempre um sonho impossÃvel. Aprendeu a orar ao seu Deus com esperança positiva, respeito e humildade, sabendo que Ele o atenderá da Sua maneira.
Aprendeu também a agradecer a todas as coisas do Céu e da Terra. Não adia decisões, transformando o pensamento em ação.
Sabe que precisa mudar a si mesmo para que o mundo mude para ele. Que precisa aprender a comandar a si mesmo antes de poder comandar outros guerreiros.
Mantém o coração limpo do sentimento de ódio. Entende que os adversários existem para testar sua competência, bravura, persistência e capacidade para tomar decisões. São as experiências ganhas nos combates que o fortalecem.
Aceita os bons e os maus momentos, sabendo que um dia ambos irão passar.
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