Um vídeo antigo, porém muito atual

Em 1992, no Rio de Janeiro, representantes de quase todos os países do mundo, se reuniram na conferência da ONU que ficou conhecida como ECO-92, com o intúito de decidir que medidas tomar para conseguir diminuir a degradação ambiental e preservar a existência de outras gerações.

Com cerca de 12 anos de idade, uma jovem canadense foi porta-voz de milhares de pessoas ao redor do mundo todo quando falou aos líderes de vários países em defesa do meio ambiente deixando uma mensagem que emocionou e mexeu com muita “gente grande”.

Severn Suzuki está hoje com 27 anos. É ativista ambiental, formada em Ecologia e Biologia Evolutiva pela Universidade de Yale, Estados Unidos, e sai pelo mundo dando palestras, defendendo a bandeira verde do ambientalismo.

Em setembro de 2007, O encontro RIO+15, que não foi organizado pelas Nações Unidas nem levou tantos estrangeiros ao Copacabana Palace, como em 1992, não chegou a um consenso sobre a avaliação dos avanços conquistados desde a conferência da ONU.

Portanto não vamos aqui contextar se algo foi feito ou não desde então, vamos apenas fazer um pouquinho do que podemos e divulgar esse discurso que, mesmo sendo bastante antigo, continua muito atual.

E então? Vamos aceitar o desafio e transformar a realidade?

Discurso de Severn Cullis-Suzuki na ECO-92 (Rio de Janeiro, Brasil, 3-14/6/1992)

Se preferir ler ao invés de asistir:

TRANSCRIÇÃO DO DISCURSO: Severn Cullis-Suzuki na ECO-92

“Olá! Eu sou Severn Suzuki. Represento, aqui na ECO, a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 e 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir. Vanessa Sultie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Foi através de muito empenho e dedicação que conseguimos o dinheiro necessário para virmos de tão longe, para dizer a vocês, adultos, que têm que mudar o seu modo de agir.

Ao vir aqui, hoje, não preciso disfarçar meu objetivo: estou lutando pelo meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores. Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças que passam fome pelo mundo e cujos apelos não são ouvidos. Estou aqui para falar em nome das incontáveis espécies de animais que estão morrendo em todo o planeta, porque já não têm mais aonde ir. Não podemos mais permanecer ignorados!

Eu tenho medo de tomar sol, por causa dos buracos na camada de ozônio. Eu tenho medo de respirar este ar, porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando. Eu costumava pescar em Vancouver, com meu pai, até que, recentemente, pescamos um peixe com câncer. E, agora, temos o conhecimento que animais e plantas estão sendo destruídos e extintos dia após dia.

Eu sempre sonhei em ver grandes manadas de animais selvagens, selvas e florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas. E, hoje, eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso. Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade?

Tudo isso acontece bem diante dos nossos olhos e, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções. Sou apenas uma criança e não tenho todas as soluções; mas, quero que saibam que vocês também não as têm.

Vocês não sabem como reparar os buracos na camada de ozônio. Vocês não sabem como salvar os peixes das águas poluídas. Vocês não podem ressuscitar os animais extintos. E vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiram onde hoje há desertos. Se vocês não podem recuperar nada disso, por favor, parem de destruir!

Aqui, vocês são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos; mas, na verdade, vocês são mães e pais, irmãs e irmãos, tias e tios. E todos, também, são filhos.

Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas; e que, ao todo, somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar esta realidade.

Sou apenas uma criança, mas sei que esses problemas atingem a todos nós e deveríamos agir como se fôssemos um único mundo rumo a um único objetivo. Estou com raiva, não estou cega e não tenho medo de dizer ao mundo como me sinto.

No meu país, geramos tanto desperdício! Compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora… E nós, países do Norte, não compartilhamos com os que precisam. Mesmo quando temos mais do que o suficiente, temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las. No Canadá, temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV.

Há dois dias, aqui no Brasil, ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou: “Eu gostaria de ser rica; e, se o fosse, daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho”. Se uma criança de rua, que nada tem, ainda deseja compartilhar, por que nós, que tudo temos, somos ainda tão mesquinhos?

Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somália, ou uma vítima da guerra no Oriente Médio; ou, ainda, uma mendiga na Índia.

Sou apenas uma criança; mas, ainda assim, sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais, que lugar maravilhoso a Terra seria!

Na escola, desde o jardim da infância, vocês nos ensinaram a sermos bem-comportados. Vocês nos ensinaram a não brigar com as outras crianças, a resolver as coisas da melhor maneira, a respeitar os outros, a arrumar nossas bagunças, a não maltratar outras criaturas, a dividir e a não sermos mesquinhos. Então por que vocês fazem justamente o que nos ensinaram a não fazer?

Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências e para quem vocês estão fazendo isso. Vejam-nos como seus próprios filhos. Vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer. Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos dizendo-lhes: “Tudo vai ficar bem, estamos fazendo o melhor que podemos, não é o fim do mundo”. Mas, não acredito que possam nos dizer isso. Nós estamos em suas listas de prioridades?

Meu pai sempre diz: “Você é aquilo que faz, não o que você diz”. Bem… O que vocês fazem, nos faz chorar à noite.

Vocês, adultos, dizem que nos amam… Eu desafio vocês: por favor, façam com que suas ações reflitam as suas palavras.

Obrigada!”

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Regina é meu nome, tenho 46 anos, sou de São Paulo. Usei alguns nicks na internet, entre eles Lua e Kendra Moon. Nasci em uma família cristã, mas já passei por algumas religiões, tais como espiritismo e wicca e hoje busco a evolução espiritual sem dogmas, por isso não me prendo a religião alguma. Com formação espírita, recebi instruções mediúnicas, e é através dela que canalizo as mensagens de nossos mentores e amigos espirituais.
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Um Comentários para “Um vídeo antigo, porém muito atual”

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  1. deus e tão bom ele mim deu a vida,eu ñ me importo onde vivo e sim o que vive em mim o amor de deus…




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