Deus existe? William Lane Craig x Austin Dacey
Em vista do grande número de comentários à respeito do assunto, no artigo “Deus existe? por Albert Einstein” resolvemos nos aprofundar mais na polêmica gerada e em uma pequena busca encontramos esse debate entre Dr. William Lane Craig (filósofo, teólogo e cristão) e o Dr. Austin Dacey (filósofo, ateu e humanista).
Durante cerca de duas horas, os filósofos debateram sobre várias questões como a origem do universo, os fundamentos da moralidade, a ressurreição de Jesus, a falta (ou a abundância) de evidências para a existência de Deus, o problema mente-corpo, evolução, o sucesso da ciência, livre arbítrio, a existência de sofrimento no mundo, e alguns outros temas.
O vídeo é dividido em 14 partes e está hospedado no YouTube, mas apresentamos aqui todas as partes.
Lembramos que os comentários são sempre muito bem-vindos, porém pedimos aos participantes que mantenham-se dentro das regras de boa convivência, não insultando ou ofendendo os demais participantes. Expressões de extremo fanatismo, religioso ou não, também não serão aceitas.
Parte 1/14
Parte 2/14
Parte 3/14
Parte 4/14
Parte 5/14
Parte 6/14
Parte 7/14
Parte 8/14
Parte 9/14
Parte 10/14
Parte 11/14
Parte 12/14
Parte 13/14
Parte 14/14
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Assisti duas vezes e com muita atenção a todos os 14 episódios do vídeo de debate entre Dr. Craig e Dr Dacey. O primeiro defendendo do teísmo e o segundo defendendo o ateísmo.
Devo ressaltar logo a superioridade retórica do primeiro sobre o segundo. É muito mais organizado, tem maior facilidade de expressão e empatia com a platéia. Devemos dar o devido desconto a essa circunstância e gostaria de ver um debate do Dr Graig com Richard Dawkins.
Sustenta o Dr Craig cinco argumentos que, a seu ver, demonstram a existência de Deus:
1) Contingência (Por que existe algo ao invés de nada?)
2) Cosmológico (Qual a causa do Big-Bang, dando início ao universo?)
3) Ajuste fino (Por que o universo apresenta-se em uma margem estreitíssima, onde qualquer minúscula variação tornaria a vida impossível?)
4) Moral (Se Deus não existe, então valores e obrigações morais não existem)
5) Ressurreição de Jesus (Somente Deus poderia ter devolvido a vida a seu corpo)
Já o Dr Dacey apresentou um argumento extremamente valioso:
1) Por que, sendo Deus onipotente e amando os seres humanos, permite o sofrimento de inocentes?)
Se algum colega quiser se dar ao trabalho de ler a primeira mensagem que eu enviei para o post “Deus existe? – Albert Einsten” em 15 de dezembro e que consta da página 10 daquele post (não vou repetir aqui porque é grande), verá que eu inicio a mensagem justamente defendendo o ponto de vista do Dr Dacey sobre o sofrimento desnecessário a seres muitas vezes inocentes ou crianças.
Mas a seguir, eu esclareci que com isso eu não defendia a inexistência de Deus. Ao contrário, eu achava extremamente improvável que o universo tivesse surgido sem qualquer causa física e com tais leis físicas que tornariam obrigatórias as transformações que se seguiriam e propiciariam o surgimento da vida, evoluindo para a vida inteligente.
Por aí se vê que eu concordo com os três primeiros argumentos do Dr Craig ao considerar que há maior probabilidade de existir Deus do que de ele não existir.
Mas dos argumentos quatro e cinco do Dr Craig eu discordo totalmente.
Na mensagem que eu enviei no outro post em 09 de janeiro e que consta na página 13 daquele post, eu analiso a histório do professor e do aluno na sala de aula e concluo que ambos estavam errados, porque o Bem e o Mal não têm existência própria e objetiva, mas são simples valores vigentes em determinado local geográfico e em determinado tempo e que esses valores sempre variam com o tempo e o local, passando o que era Bem a ser considerado Mal e vice-versa.
Já o quinto argumento, não merece sequer consideração, porque se baseia em relatos de fatos que teriam ocorrido há mais de dois mil anos e que não foram escritos na época. Foram passando oralmente de boca em boca e somente sessenta anos depois de ocorridos é que começaram a ser escritos.
Como juiz criminal, julguei milhares de casos e sei a dificuldade que existe em apurar a verdade sobre os fatos ocorridos na época atual, muitas vezes até com flagrante delito.
Existe uma brincadeira infantil na qual um diz uma frase no ouvido de outro e este vai repetir essa frase para um terceiro, esse terceiro repete para um quarto, etc.
No final, é hilariante ver como a frase original se modificou.
Não posso acreditar nos quatro testamentos escolhidos pela igreja católica para representar a palavra de Deus, enquanto desprezava muitos outros testamentos escritos por Maria Madalena, Judas Escariotis e muitos outros sob o fundamento de que esses seriam “testamentos apócrifos”.
A bíblia não é um documento escrito por alguem e muito menos sob inspiração divina. É o resultado de muita briga e luta política entre os inúmeros grupos que formavam o cristianismo e seus primórdios.
Mantenho assim que não tenho absolutamente conhecimento da verdade, mas pela lógica considero praticamente impossível a existência de um Deus antropomórfico que nos ama muito, que observa nossas atitudes, ficando feliz com nossos acertos e triste com nossos pecados e que no final dos tempos vai nos julgar premiando nossas qualidades ou punindo nossos defeitos.
Da mesma forma, considero pouca a chance de o universo ter surgido sem motivo em nenhum momento porque não existia tempo, em nenhum lugar porque não existia espaço e por nenhuma causa porque não existiam a matéria e a energia e de tal forma que qualquer variação microscópica na forna nuclear fraca, na gravidade e em milhares de outras leis físicas tornariam a vida impossível, tal como a conhecemos.
Por esses motivos, agradeço à Regina ter indicado esses vídeos do debate que vieram a enriquecer bastante minhas cogitações e reafirmar aquela crença que eu, particularmente, considero como a de maior probabilidade.
Já declarei anteriormente que rejeito veementemente o teísmo por ser completamente ilógico e fico em dúvida entre o ateísmo e o deísmo, inclinando-me mais pelo deísmo.
Acho que estou em boa companhia, com Albert Eisten e Espinosa como se percebe pelo trecho:
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“Jammer também levanta outra questão importante para se entender o pensamento de Einstein com relação à religião e Deus, e que está ligado à sua admiração pelo filósofo Baruch (posteriormente Benedictus) Espinosa (1632-1677), que negou a concepção judaico-cristã de um Deus pessoal, mas tinha a crença na existência de uma inteligência superior que se revela na harmonia e na beleza da natureza. Jammer explica que Einstein, como Espinosa, “negava a existência de um Deus pessoal, construído com base no ideal de um super-homem, como diríamos hoje”.
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Não mudei meu pensamento. Pelo contrário, eu o senti fortalecer-se, mas a experiência foi realmente extremamente gratificante.
Obrigado, Regina.
Olá Alzir
Depois de um longo período de afastamento do site, onde deixei tudo aos cuidados da minha amiga (quase uma irmã) Simone, muito mais ocupada do que eu, mas com seu indigozinho (filho indigo… no meu caso neta) em idade mais controlável, estou retornando e me deparo com um verdadeiro incêndio no post anterior, onde a razão deu lugar ao fanatismo, só que foi bom porque despertou meu interesse pelo racional e fez com que eu saísse em busca de algo e encontrasse esse debate, além de outros diversos textos do Dr. Craig que nos coloca à pensar e pretendo publicar mais adiante. Prometo pesquisar sobre o debate que você nos sugere.
Sinceramente amigo, não me coloco em posição de poder debater com você, com o Everton ou com vários outros amigos que tem participado dos comentários do site, isso porque minha visão (e porque não dizer, sensação?) de Deus é única e muito particular. Vejo Deus em tudo, inclusive no absurdo. Não consigo separar Deus da ciência, do cotidiano e até mesmo do sofrimento e das diferenças sociais, físicas, espirituais e tantas outras coisas. À meu ver Deus é o Criador, a Criaçâo e a Criatura e exatamente por isso Ele não interfere em nada, já que se assim o fizesse iria favorecer um em detrimento de outro. Porém Ele nos criou fortes, inteligentes, bonitos (bom… isso é o que nós achamos) e capazes de resolvermos qualquer coisa por nós mesmos.
O que devemos fazer é parar de jogar a culpa de tudo nos ombros dEle (se é que Ele tem ombros… rs) e, claro, parar de esperar que Ele resolva todos os nossos problemas. Ele nos fez responsáveis e as responsabilidades do que nos acontece cabe unica e exclusivamente a nós mesmos.
Aí você me pergunta “mas e as crianças que já nascem em sofrimento?”
Dessa forma caímos no que eu também vi como sendo o ponto máximo do Dr. Dacey nesse debate.
Pra mim, que acredito em reencarnação isso é fácil de ser respondido. Nosso espírito busca a perfeição, ou seja, é a criatura tentando voltar ao criador e não é por imposição dEle que passamos por todos os prazeres e dificuldades que a vida carnal nos trás, mas nossa mesmo… se buscamos a perfeição precisamos conhecer e experimentar tudo (não vale só o conhecimento, a experiência talvez seja até mais importante)… do prazer à dor, da alegria à tristeza, do amor ao ódio, ou seja, tudo e mais o seu oposto. Do contrário como esse espirito poderia afirmar estar pronto? como ele poderia dizer que conhece a luz sem ter conhecido a escuridão. Não é simplesmente o fato de pagar aqui o mal que aqui mesmo se fez como algumas religiões pregam, mas sim de conhecer e experimentar, por isso e pra isso voltamos à vida carnal (não apenas terrestre) quantas vezes for preciso.
E aí se encaixa perfeitamente o conceito de moralidade que o Dr. Craig defente e que, é o argumento usado por ele que mais me toca. Sem Deus não precisamos de moralidade.
À troco de que eu vou levar um desaforo pra casa? Porque alguém com desvio sexual (pra não dizer tarado) vai reprimir seus desejos? E porque o pai da moça que foi estuprada por esse mesmo indivíduo vai deixar de matá-lo com todos os requintes de crueldade conhecidos pela humanidade?
Pelo que vi aqui, você é juiz criminal e todos nós sabemos que a justiça é cega, não estou me referindo só a nossa justiça, mas ao que acontesse desde o começo dos tempos… todos sabemos que dinheiro compra muita coisa, inclusive a liberdade, agora me diga… se não é pela moral incutida em nosso sangue o que nos leva a sair todos os dias cedinho da cama, trabalhar um dia todo (no calor infernal que anda fazendo), mal ter tempo de fazer um almoço descente, voltar pra casa no final da tarde e pra muita gente, ainda ter os afazeres domésticos ir dormir sem ter tirado nada de proveito próprio do seu dia e no final do mês ainda ficar feliz por lhe sobrar algumas migalhas que serão suficientes pra levar os filhos à praia ou à um outro passeio qualquer? Porque não podemos resolver isso de forma mais simples e termos tudo o que nossos desejos mais íntimos nos pedem? Por medo da lei dos homens??? Hmmmmmmm…
Você já imaginou o trabalho que você teria se esse senso de responsabilidade e moralidade não fosse algo muito forte no caráter da maioria da população? ou se fosse apenas um ensinamento possado de pai pra filho como foi e ainda é pra alguns o conceito da castidade?
Veja, essa é a minha visão de Deus. Não pretendo com isso influenciar ninguém e é por isso que mal me manifesto nos comentários, só que como você diz, esse debate também não mudou meu pensamento, mas me fortaleceu pq ele me apresentou parâmetros que eu não tinha antes.
Muito obrigada pelo seu comentário amigo.
Beijos e muita luz à você!
Regina
Regina
Pensei melhor e percebi que não era justo o que eu estava fazendo.
Aqui é um outro post. Espero que muitas pessoas se juntem ao debate e não apenas aquelas que migrarem do “Deus existe? – Albert Einsten”.
Por isso, não devo simplesmente indicar a data e fls onde se encontram mensagens a que quero fazer referência e impor aos colegas o trabalho de procurar essas mensagens.
Não quis ser cansativo repetindo o que já disse anteriormente, mas não me custa nada copiar e colar o texto que tenho gravado e fica a critério de cada colega ler, se lhe interessar ou ignorar se já leu anteriormente ou não lhe despertou o interesse.
Assim, minhas duas próximas mensagens são a transcrições das mensagens a que fiz referência em minha primeira mensagem deste atual post.
Peço que tenha paciência porque terei muito prazer em comentar suas valiosas ponderações.
Um grande abraço,
Alzir Fraga
Peço a todos aqueles quen realmente tenham interesse na própria vida que busquem estudar Freud, Jung, e Darwim, não quero aqui desmerecer todos os textos biblícos escritos no decorrer de nossa existência por vários sábios de várias épocas, no entanto temos que ter consciência que assim como criamos papai noel para nosso natal, criamos deus como uma nessecidade biológica de algo maior, que nos de conforto em momentos de desespero, mas para termos autonomia temos que saber o que fazer com nosso desespero sem culpar, julgar, ou depender de algo externo a nós.
Eu costumo receber muitas mensagens e entre elas sempre vêm algumas religiosas, tratando de Deus. Acho que, se todos têm o direito de divulgar sua crença e seus argumentos, eu também tenho. Leio as mensagens, aceito o que considero racional e rejeito o que julgo ilógico, mas nem pensar em ficar aborrecido com alguém apenas porque tem opinião diferente da minha. Pelo contrário, não me considero dono da verdade e eu adoraria receber mensagens contestando alguns argumentos, trazendo outros e mostrando a realidade sob outra perspectiva. Posso estar completamente errado sobre o assunto e mudar radicalmente minha opinião. Respeito a crença de cada um e espero receber o mesmo tratamento. Estou transcrevendo a seguir uma dessas mensagens recebidas por mim e a seguir o meu pensamento a respeito dela. Seja paciente.
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Um homem foi a uma barbearia cortar o seu cabelo e iniciou um diálogo com a pessoa que o atendeu. Rapidamente começaram a falar sobre tema de Deus. O barbeiro diz: Eu não acredito que Deus exista, como você disse. Porque diz você isso? Pergunta o cliente…
É muito fácil, ao sair para a rua nos apercebemos de que Deus não existe. O… diga-me, por acaso se Deus existisse, haveria tantos doentes? Haveria meninos abandonados? Se Deus existisse, não haveria sofrimento nem tanta dor para a humanidade. Não posso pensar que exista um Deus que permita todas estas coisas. O cliente calou-se pensando, e não quis responder para evitar uma discussão.
Ao terminar o corte de cabelo, o cliente saiu do estabelecimento e viu um homem com a barba e o cabelo comprido. Entrou novamente na barbearia e disse ao barbeiro. Sabe uma coisa? Os barbeiros não existem. Como? Se aqui estou eu. Não…! diz o cliente, não existem, se existissem não haveria pessoas com o pelos e barba tão grandes como a de esse homem. – Os barbeiros existem, essas pessoas é que não vêem a mim. Exacto…! disse o cliente. Esse é o ponto. Deus existe, o que se passa é que as pessoas não vão até Ele, não O procuram por isso há tanta dor e miséria. E o barbeiro calou-se pensando…
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Existem 3 assuntos sobre os quais não adianta tentar convencer os outros porque nunca vamos conseguir mudar suas crenças: futebol, política e religião. Eu já disse em mensagem anterior que seria incapaz de debochar ou ridicularizar alguém por seu time de futebol, sua convicção política ou sua crença religiosa, mas de forma séria e usando argumentos eu debato sobre qualquer assunto, inclusive sobre futebol, política e religião. Essa estória do barbeiro é muito bonita, mas acho que o argumento usado pelo freguês não invalida o raciocínio do barbeiro. Deus permite as doenças, misérias, fome e tudo mais que é mal porque as pessoas não o procuram, disse o freguês. Daí se depreende que a culpa não é de Deus, mas das pessoas que não o procuram. O que pensar então das crianças que nascem cegas, com síndrome de Down, defeituosas e até deformadas como as vítimas da talidomida que nasceram até sem ambos os braços e ambas as pernas? Elas nasceram assim porque não procuraram Deus enquanto estavam se formando no útero materno ou Deus queria castigar seus pais e para isso condenou o inocente a ter uma vida completamente miserável? Se Deus só permite que exista miséria, doenças, ferimentos e desgraças porque as pessoas não o procuram, então em uma catástrofe só os ateus e os infiéis deveriam morrer e os crentes e fiéis deveriam se salvar todos. Quando isso acontece e alguém se salva declara que foi “graças a Deus”, mas e quanto aqueles que não escaparam? Será que eram todos ateus ou infiéis? Todas as doenças só acontecem porque os doentes não procuraram Deus? Nós sabemos que no mundo real a ocorrência de todas as desgraças independe completamente de a vítima ter ou não procurado Deus. Isso derruba o argumento do freguês.
Além disso, o barbeiro corta o cabelo dos que o procuram, mas não foi ele quem determinou que o cabelo crescesse e ele não tem poder para ordenar que os cabelos não cresçam mais. Deus, por definição, é todo poderoso e criou tudo o que existe. Foi ele quem criou e ele poderia mediante um mero ato de vontade acabar com os vírus e bactérias de todas as doenças, da poliomielite à varíola, da AIDS à gripe suína. Porque ele não faz isso?
Mas vamos admitir que tudo isso fosse verdade. A miséria, a doença, os acidentes, os crimes, a pedofilia só acontecem porque as vítimas não procuraram Deus. Basta que o procurem que todo o mal vai cessar. Isso parece discurso do bispo Edir Macedo. Dê seu dinheiro para a igreja que sua vida vai mudar e todos os seus problemas vão se resolver.
Eu não posso aceitar essa figura antropomórfica de Deus.
É prosopopéia atribuir qualidades e defeitos humanos a objetos inanimados, animais, ou seres diferentes do homem. Se você reconhecer o valor e a importância de Deus, cultuá-lo e rezar 5 vezes ao dia prostado no chão e voltado em direção a Meca, você será protegido por ele, mas se não se curvar ante ele, Deus irá deixá-lo à sua própria sorte. O mesmo modo de agir teria o Deus do cristianismo com os cultos, missas, procissões, homenagens e adoração. Já com Jeová a situação é mais séria. Quem leu a Bíblia dificilmente terá encontrado um ser mais desprezível que Jeová: ciumento e orgulhoso; controlador, mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico, vingativo, sedento de sangue e apreciador do cheiro de carne queimada (os sacrifícios queimando ovelhas como o que despertou o ciúme de Caim contra Abel); perseguidor misógeno, homofóbico, racista, infanticida e pestilento (como nas sete pragas do Egito), megalomaníaco, sadomasoquista e malévolo. Chegou a ordenar a Abrahão que aos 100 anos matasse em sacrifício o único filho que tinha com sua esposa e só interrompeu quando se convenceu de que realmente Abrahão estava prestes a cumprir sua ordem. Isso só para testar se seria obedecido. Isso demonstra vaidade, narcisismo, vontade de ver todos lhe rendendo homenagens como o ditador da Coréia do Norte ou qualquer político do coronelismo nordestino. Aos pedidos dos correligionários ele atende e resolve seus problemas, mas os que não são seus correligionários que se danem.
Imagine, junto com John Lennon, um mundo sem religião. Imagine o mundo sem ataques suicidas, sem o 11/09 de Nova York, sem o 07/07 londrino, sem as Cruzadas, sem caça às bruxas, sem a Conspiração da Pólvora, sem a partição da Índia com o Paquistão muçulmano, sem as guerras entre israelenses e palestinos, sem massacres sérvios/croatas/muçulmanos, sem a perseguição de judeus como “assassinos de Cristo”, sem o IRA da Irlanda do Norte, sem assassinatos em nome da honra”, sem evangélicos televisivos de terno brilhante e cabelo cheio de brilhantina tirando dinheiro dos ingênuos (“Deus quer que você doe até doer”). Imagine o mundo sem o Talibã para explodir estátuas antigas, sem decapitações públicas de blasfemos e fogueira para hereges e bruxas, sem o açoite da pele feminina pelo crime de ter se mostrado em um centímetro. Aliás, a magnífica canção de John Lennon às vezes é executada nos Estados Unidos com a frase “and no religion too” expurgada. Uma versão chegou à afronta de trocá-la por “and one religion too”.
Não estou com isso afirmando que não existe Deus!
Acho até muito improvável que o universo tenha se originado no Big-Bang sem motivo algum, sem qualquer causa, até porque o complexo espaço-tempo só existe em função da existência da matéria. Como poderia acontecer que em lugar nenhum (porque não existia espaço), em nenhum momento (porque não existia tempo) e por motivo nenhum (porque não existia matéria ou energia) ocorrer uma tão inconcebível explosão que criasse cem bilhões de galáxias, cada uma contendo cem bilhões de estrelas, sem contar que a matéria visível é ínfima quando comparada aos buracos negros e à matéria escura? Isso sem se pensar em que se existe matéria, deve existir teoricamente a antimatéria em igual quantidade. Sabemos por Einstein que E=mc2. A energia é igual à matéria multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz (300.000 km/s). Imagine a quantidade de energia necessária para criar toda matéria que existe no Universo! Se não existia matéria, não existia energia, não existia espaço e não existia tempo. Se não existia nada físico, então qual o motivo que criou toda essa matéria, toda essa energia, o espaço e o tempo? Só pode ter sido um motivo não-físico. É a esse motivo não-físico que eu posso chamar de Deus!
Mas Deus, seja ele como for, não tem nada a ver com a figura que é ensinada por todas as religiões. Estas quase que só servem para motivar a violência, a guerra, o terror e o genocídio. Foi em nome desse Deus que sempre ocorreram e continuam a ocorrer as maiores desgraças. Nós consideramos repulsiva a atitude de muçulmanos fanáticos que praticam a jihad como homens-bomba. Suicidam-se para poder matar mais infiéis e a sua recompensa virá sob a forma de 72 virgens que o esperam no céu. Se ele morreu explodindo com cargas enormes de dinamite ou C4, o que vai fazer com as virgens se o seu pênis está destroçado? E mesmo que tenha um pênis astral, o que fazer com as 72 depois que elas deixarem de ser virgens? Ninguém aguenta!
Então, em que Deus acreditar? Se for em um Deus bondoso que nos ama muito, que acompanha cada momento de nossas vidas e fica triste com os nossos pecados e feliz com as nossas virtudes, que faz questão de ser reconhecido e adorado, que quer procissões, sacrifícios, romarias, jejum no Ramadã, que tem uma corte de sacerdotes, pastores, rabinos, arcanjos, anjos e que no final dos tempos vai nos julgar e premiar ou castigar pela vida que tivemos, então eu certamente não acredito em Deus.
Já se for uma entidade não-física existente independente da matéria e que essa entidade deu causa há 13 bilhões de anos ao Big-bang criando a matéria, a energia, o espaço e o tempo, criando o universo de tal forma e com tais leis físicas que trariam como consequência a formação de galáxias, nebulosas, estrelas, pulsares, estrelas de nêutrons e buracos negros. Que cada átomo diferente de hidrogênio de nossos corpos se formaria dentro de estrelas super gigantes que explodiriam em supernovas e esses átomos de hélio, carbono, nitrogênio, ferro e demais elementos, acabariam se juntando e formando planetas como o nosso, que a princípio tinham atmosfera formada por amônia e metano, mas que esse era o ambiente ideal para o surgimento da vida sob a ação de descargas elétricas. Que essa vida formaria algas que absorveriam esses gases, fixando o carbono e liberando o nitrogênio e o oxigênio e iniciando a evolução das espécies pela sobrevivência do mais apto conforme a lei de Darwin. Que esse Deus não exige reconhecimento e reverência, não acompanha e vigia as nossas vidas, não atende a preces, pedidos e orações e não causa milagres, então nesse Deus eu posso acreditar.
Nós temos que ter a humildade para nos conscientizarmos que, se realmente existe, Deus é uma entidade tão inacreditavelmente superior a nós que não existe a menor possibilidade de podermos entender o que é Deus, qual a sua natureza e quais os seus desígnios. É muito mais do que querer que uma ameba ou um protozoário entenda a Teoria da Relatividade de Einstein. Temos que reconhecer Deus como algo tão inconcebivelmente inteligente, tão imensamente poderoso e tão inacreditavelmente diferente de tudo o que a nossa mente finita pode imaginar que é pura perda de tempo e motivo para antagonismo, massacres e exploração aceitar e tentar difundir ou impor dogmas, as afirmações básicas e inegáveis de qualquer religião, sejam elas o céu, o inferno, o pecado, o diabo, a reencarnação ou qualquer outra. Cada um deve viver de acordo com seus princípios de honradez, honestidade, caridade, tolerância e tudo mais que lhe tenha sido transmitido através das gerações como valores positivos apenas porque você acha que isso é a maneira certa de se comportar e não porque tem medo de Deus, do castigo, do Karma ou do inferno.
Olá Alzir
Ao contrário do que normalmente é dito, eu não acredito que estamos aqui para aprender, mas sim para experimentar o que o espírito já conhece por teoria.
À meu ver somos todos parte de Deus, ao qual voltaremos após nosso processo de evolução ter se completado, portanto, tornou-se impossível à Ele escolher quem seria Nero e quem morreria nas garras dos leões. Foram escolhas de cada indivíduo, de seu espírito, para que essa experiência histórica pudesse acontecer. Aí vem a pergunta: Mas quem determinou que essa experiência acontecesse? Eu acredito que os próprios indivíduos envolvidos nela. Pra que? Pra que pudessem experimentar, apenas isso.
Quem atribui a culpa de tudo à Deus somos nós mesmos, porque assim é mais fácil, nossa caminhada se torna mais leve quando não nos sentimos responsáveis pelo resultado das escolhas que fizemos. Os mais afoitos às religiões cristãs preferem atribuir a culpa do bem à Deus e do mal ao diabo. Mas o que é bem e mal dentro da visão evolutiva?
Com esse meu exemplo, escolhido propositadamente, tenho certeza de que muitos vão ficar horrorizados ao entender que não considero Nero, Hitler, Mao Tsé-tung, Stalin, Pol Pot, a Condessa Erzsebeth Bathory e mesmos grupos como os os mongóis e os hunos (entre diversos outros exemplos que a história nos oferece) como espíritos malígnos, mas acredito que, devido ao seu baixo grau na escala da evolução espiritual, tenham escolhido experimentar a maldade e viver o que viveram. Se isso lhes trás consequências em vidas futuras eu não sei, acredito que sim, mas tenho certeza de que conforme evoluimos mais refinadas se tornam nossas escolhas.
Com isso estou parecendo uma pessoa indiferente aos problemas e sofrimentos alheios. Não é bem assim. Obviamente que não me calo se encontro maldades no meu caminho, ou que procuro ajudar diante de uma doença ou dificuldade, mas faço a minha parte, ajudando como posso ou buscando quem possa. De nada nos adianta lastimar ou ter piedade.
Também não acredito que Deus precise da minha adoração, afinal, pra mim Ele é tudo e o todo, do que mais poderia precisar? Quem precisa dessa adoração sou eu mesma, então minhas preces são os meus momentos, aqueles dedicados somente à mim, seja em meditação, simplesmente em silêncio ou mesmo ouvindo Creedence, Black Sabbath, Green Day, Nirvana ou até mesmo o nosso Skank que eu também adoro. Os momentos que me trazem felicidade agradam imensamente à Deus, pois tudo o que me agrada, agrada à Ele também.
Imagino que esse mundo que você citou, parodiando John Lennon exista, talvez para espíritos mais evoluídos do que nós, onde as escolhas entre bem e mal já não sejam mais necessárias e os seres que lá habitam possam viver a experiência completa do que nós chamamos “bem” juntamente com a total compreensão de Deus.
Você fechou esse comentário perfeitamente, só que eu acrescentaria um “ainda” na frase: Deus é uma entidade tão inacreditavelmente superior a nós que não existe a menor possibilidade de podermos entender o que é Deus.
Beijos
Regina
Regina
Conhecendo seu pensamento verifiquei que temos muito em comum.
Você diz em sua apresentação que já foi espírita e isso eu não posso dizer, porque nunca tive fé no espiritismo.
Sempre procurei saber a verdade. Não a verdade absoluta e definitiva, porque sei que isso não existe senão na fé cega e absoluta do fanatismo, mas somente aquilo que você chama de “interesse racional”.
Seria a existência de Deus mais racional e lógica que sua inexistência? A que nos referimos com a palavra “Deus”?
Com essas limitações e de mente aberta, mas de forma muito crítica, procuro tomar conhecimento das diversas hipóteses que foram cogitadas para o assunto e analiso cada uma delas de forma isenta e imparcial.
Entre a hipótese de vida única e a reencarnação não pode haver comparação.
Vida única com premiação ou punição eterna seria um absurdo tão flagrante que chego a me surpreender de que tantas pessoas no mundo a aceitem.
Já a reencarnação apresenta uma solução possível e a única aceitável racionalmente, caso exista sobrevivência da consciência após a morte física.
A diferença entre nós é que você acredita que essa é a solução correta, enquanto para mim esta seria uma boa teoria para o caso de existir algo além do puro materialismo.
Se realmente existir, concordo que Deus não pode ser separado “da ciência, do cotidiano e até mesmo do sofrimento e das diferenças sociais, físicas, espirituais e tantas outras coisas. À meu ver Deus é o Criador, a Criação e a Criatura e exatamente por isso Ele não interfere em nada, já que se assim o fizesse iria favorecer um em detrimento de outro”.
Isso porque ele teria criado o universo e todas as leis físicas, químicas, biológicas, psicológicas, tudo enfim como é a realidade. Concordo principalmente quando diz que “Ele não interfere em nada”. Tudo terá que se resolver segundo as leis existentes.
Isso é o deísmo.
Quanto ao sofrimento de inocentes, pra você, que acredita em reencarnação isso é fácil de ser respondido.
Já aí eu não concordo totalmente. A reencarnação somente não explica nada. Ela apenas abre a possíbilidade de que exista uma explicação racional, mas não existem indícios suficientes para meu convencimento.
A evolução espiritual por meio de inúmeras reencarnações seria acompanhada paralelamente na parte física pela evolução das espécies.
Você supõe que são os próprios espíritos que decidem passar por todas as experiências. Concordo que é possível, mas não tenho indícios disso.
De qualquer forma, “Deus não interfere em nada”, ou seja, não observa e acompanha nossos atos, não fica triste quando pecamos e feliz quando acertamos, não nos protege e muito menos atende a preces, pedidos, orações, procissões, celebrações ou qualquer outro ato praticado em sua homenagem.
Apenas aguardando (no sentido figurado, é claro, porque não sendo físico o tempo não existe para ele) que a nossa evolução se complete não consigo imaginar em que nível e com que propósito.
Seria então um Deus impassível.
Isso contraria a crença de que Deus é bom e que nos ama.
Atribuir qualidades, defeitos e sentimentos humanos a Deus é antropomorfismo.
Deus não seria bom ou mau, justo ou injusto, amoroso ou odiento.
Resumindo:não tenho a menor idéia de o que seria Deus.
Aí caímos na contrariedade ao argumento da moralidade do Dr Craig.
Como eu já disse em minha segunda mensagem, acho que o Mal e o Bem não existem objetivamente.
São apenas conceitos e hábitos vigentes em determinada sociedade e determinado tempo.
Eles mudam de uma sociedade para outra e dentro da mesma sociedade com o passar do tempo.
O que era Bem passa a ser Mal e o que era Mal passa a ser Bem.
Eu citei vários exemplos disso.
Algumas qualidades morais são inatas, eu reconheço, como o amor e a caridade pelos demais.
Como ter-se-iam desenvolvido, caso não sejam implantadas por Deus nos seres humanos?
Acho que tudo começou com a necessidade de cada ser vivo assegurar a sobrevivência de seus genes.
É claro que os pais cuidam, protegem e alimentam seus filhotes até que eles possam ser autosuficientes.
Mas, então, por que fazer o mesmo com uma cria de outrem?
Devemos nos lembrar que o homem é um animal gregário, assim como os lobos, os elefantes, as hienas e quase todos os seres vivos.
No princípio, quando formavam bandos, seus membros acasalavam-se entre sí e os genes do bando tinham muito mais em comum que os genes de um outro bando.
Por isso os membros do mesmo bando protegiam-se uns aos outros e tinham uma forte xenofobia.
Quando dois bandos se encontravam, havia guerra como continua a acontecer entre os demais animais.
Eles têm os genes diferentes dos meus e nós devemos nos proteger enquanto aniquilamos a concorrência.
Foram milhões de anos de evolução e que não podem ser anulados em pouco tempo.
O patriotismo é saudado como qualidade. Na guerra, eu e meus compatriotas matamos o inimigo.
A torcida organizada do Corinthians matou um torcedor do São Paulo.
Tudo são bandos. Dentro da mesma manada, todas as elefoas cuidam de todos os filhotes.
Essa tendência à caridade, à solidariedade e à empatia tornaram-se parte integrante das espécies .
Já dizia Iván Karamázov, personagem de Dostoiéviski que “sem Deus, tudo é permitido”. Será?
Você pergunta: “À troco de que eu vou levar um desaforo pra casa? Porque alguém com desvio sexual (pra não dizer tarado) vai reprimir seus desejos? E porque o pai da moça que foi estuprada por esse mesmo indivíduo vai deixar de matá-lo com todos os requintes de crueldade conhecidos pela humanidade?”
Isso quer dizer que um homem só não estupra porque tem um senso moral incutido por Deus?
Isso quer dizer que os parlamentares só não roubam o dinheiro público porque têm senso moral?
Eu acho que nós nos revoltamos com os escândalos políticos, mas na verdade o que existe é um pouco de inveja por não estarmos em situação de desfrutar os mesmos benefícios.
A revolta é sincera, mas é muito difícil que um homem honesto chegue no Congresso, veja todos se locupletando e ele sendo colocado em ostracismo sem que com o tempo venha a considerar justas certas práticas que antes lhe causavam ojeriza.
Acho que é, sim, o medo da punição pela lei dos homens que faz as pessoas refrearem. Quando sentem que existe impunidade como atualmente, cria-se essa farra com o dinheiro que se destinava à saúde, à educação e demais benefícios sociais.
Não creio que os homens ou os animais tenham um senso moral implantado por Deus.
O senso moral é adquirido em consonância com aquele vigente onde o indivíduo nasceu e cresceu.
Eu não posso analisar o senso moral dos outros, mas eu sei que ajo conforme aquilo que eu acho certo.
Se eu tivesse sido filho de um traficante seria provável que eu pensasse diferente
Contribuo regularmente para “Médicos sem fronteiras”. Mesmo já tendo um casal de filhos, adotei mais duas meninas cuja mãe não tinha condições de criá-las. Peguei no canil uma cadelinha viralata que ia ser sacrificada e trouxe para a minha casa.
A lei não me mandava fazer isso, nem agi dessa forma por medo de Deus, do inferno ou das consequências que isso me traria em vidas posteriores.
Eu fiz porque achei que era a coisa certa a fazer.
Um grande abraço,
Alzir Fraga
VAMOS RELEMBRAR O ARTIGO QUE DEU ORIGEM AO PRESENTE POST:
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Alemanha
Inicio do século 20
Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?”
Um aluno respondeu valentemente:
“Sim, Ele criou.”
“Deus criou tudo?”
Perguntou novamente o professor.
“Sim senhor”, respondeu o jovem.
O professor respondeu,
“Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.
Outro estudante levantou a mão e disse:
“Posso fazer uma pergunta, professor?”
“Lógico.” Foi a resposta do professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
“Professor, o frio existe?”
“Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?”
O rapaz respondeu:
“De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor”
“E, existe a escuridão?”
Continuou o estudante.
O professor respondeu: “Existe.”
O estudante respondeu:
“Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz.
A luz pode-se estudar, a escuridão não!
Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas.
A escuridão não!
Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
“Senhor, o mal existe?”
O professor respondeu:
“Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.”
E o estudante respondeu:
“O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.
O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.
É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.”
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado…
Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?
E ele respondeu:
“ALBERT EINSTEIN.”
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Examinando essa história à luz dos preceitos da lógica verificamos:
A comparação que o aluno faz entre o frio, a escuridão e o mal é errada. Trata-se de um sofisma, porque não constituem fenômenos da mesma classe.
Diz o aluno que o frio não existe, porque não é um fenômeno em si, mas trata-se tão somente da ausência do calor.
Está correto.
Diz o aluno que a escuridão não existe, porque não é um fenômeno em si, mas trata-se tão somente da ausência do luz.
Está correto.
Diz o aluno que o mal não existe, porque não é um fenômeno em si, mas trata-se tão somente da ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
Aí é que o aluno incorre em erro, porque ele provou que tanto o frio como a escuridão não têm existência própria, sendo tão somente a ausência de fenômenos que efetivamente existem, como o calor e a luz.
O frio não é o contrário do calor, mas tão somente a sua ausência, da mesma forma que a escuridão não é o contrário da luz, mas tão somente a sua ausência.
Mas ausência do bem não é o mal, como ele alega. A ausência do bem é a indiferença e não o mal.
Quando você passa por alguém ferido, faminto ou doente, o bem faz com que você queira ajudar. Você sente empatia com aquela pessoa e procura suprir suas necessidades, levando o ferido a um hospital, dando alimento ao faminto e providenciando um exame médico para o ferido.
ISSO É O BEM.
Na ausência do bem, você não sente empatia com a pessoa, olha parta ela e não sente pena, não se importa com o seu sofrimento.
O QUE VOCÊ SENTE NÃO É O MAL, MAS A INDIFERENÇA.
O mal existe, porque quando você passa por alguém que está íntegro, gozando de perfeita saúde e bem alimentado e fere essa pessoa, espanca, estupra, tortura ou mata, não está simplesmente demonstrando indiferença ou ausência do bem. Você está conscientemente produzindo um resultado danoso e isso é muito diferente da indiferença. É o oposto do bem e não apenas a sua ausência.
Assim, podemos concluir que se o mal realmente existe e foi criado por alguém, esse alguém teria o mal em sua natureza.
Está comprovado que Deus não existe ou que é mau?
Negativo!
Na verdade, o calor é um fenômeno físico consistente na vibração das moléculas de uma substância denominado “movimento browniano” e pode ser medido facilmente por um instrumento simples como o termômetro.
A água pode estar a zero graus (gelo), 10 graus, 20 graus, trinta graus, etc.
O zero absoluto, ou seja, quando não existe movimento browniano é corresponde à temperatura de -273,15 °C.
A luz também é um fenômeno físico consistente na radiação eletromagnética no espectro da luz visível e na emissão de fótons e pode ser medido facilmente por um instrumento simples como o fotômetro.
A luz pode ser medida em Lux (símbolo lx )(No Sistema Internacional de Unidades), é a unidade de iluminamento. Corresponde a incidência perpendicular de 1 lúmen em uma superfície de 1 metro quadrado.
A iluminação pode ser de um Lux, dez luxes, vinte luxes, etc.
A ausência total de lux corresponde ao que nós chamamos de escuridão.
Por outro lado, já o bem não é um fenômeno físico que possa ser medido por um instrumento.
Tanto o bem quanto o mal não têm existência própria. Não foram criados por um ser bom ou mal.
O bem e o mal não conceitos morais vigentes em determinada sociedade em uma determinada época.
Eles variam coma variação geográfica e coma variação temporal.
A própria igreja católica já queimou, na Idade Média, muitas pessoa por serem feiticeiras, hereges, contrárias a seus ensinamentos. Galileu escapou “fedendo” da fogueira porque aceitou dar três voltas na Torre de Pizza repetindo que “ A terra não se move”. Ao final teria murmurado “Ma si muove”.
A Igreja Católica estava praticando o bem quando queimava as feiticeiras e os hereges. Hoje, nós execramos essa atitude.
Existem lugares onde o clitóris das filhas mulheres são amputados para que elas não venham a sentir prazer com a relação sexual e assim não venham a trair seus maridos. Isso é considerado bem por eles. Você acha que isso é bem ou mal?
No Iran, uma mulher foi recentemente condenada a morrer por apedrejamento por ter traído seu marido após a morte deste. Antes da execução, a grita mundial foi tão grande que eles mudaram a execução para enforcamento e inventaram que ela tinha participado da morte de seu marido.
No mesmo Iran, os homosexuais são enforcados em nome de Alah.
Na arábia Saudita as mulheres que saem à rua exibindo um centímetro q1ue seja de sua pele são espancadas pelas patrulas religiosas.
Chega. Vocês já perceberam que o que é bem para determinadas pessoas em determinadas época é um mal terrível para outras pessoas em outro lugar ou em outra época.
Resumindo: o Bem não existe e o mal também não existe.
São simplesmente convenções sociais.
O professor na história está tão errado quanto o aluno!
ISSO É A LÓGICA.
Um grande abraço,
Alzir Fraga
Meu amigo, a indiferença é o maior mal de todos… É o tal do zero absoluto. É inútil, só serve como ponto de referencia.
Gostei mito de suas ponderações entretanto é necessário nos esvaziarmos um pouco e buscar mais entendimento. Por isso e pelo que li em alguns posts, precisamos assistir a este vídeo também.
http://www.youtube.com/watch?v=8voTyIbpiuM&feature=related
Abraços
Que Deus abençoe a todos
REALMENTE OS ARGUMENTOS DO DR DACEY FORAM MUITO FRACOS EM RELAÇAO AOS DO DR WILLIAM PRINCIPALMENTE NO QUAL ELE DEFENDE A (INEFICIENCIA E A ”EXTRAVAGANCIA”DA EVOLUÇAO) citando o que ele chama de DEFEITOS na composiçao fisca do ser humano como a proximidade das cavidades nazais da garganta ou como o apendice rssrsr…e que tais coisas nao poderiam ter sido projetadas por um ser onisciente e perfeito
srsrsr..sinceramente eu nao poderia numerar aki a perfeiçao das ligaçoes quimicas e sensorias do nosso organismo cada milimetro de fibras e nervos q se comunicam entre si e que fazem nosso organizmo fucionar…e um absurdo tmbm considerar q o genoma seria simplesmente uma casualidade q se deu atravez do acaso sem nenhum ser inteligente por traz, e q por ai todos nos viemos a ter inteligencia celulas CEREBRO e oque dizer sobre o argumento q existem mais bacterias do que seres humanos..hahah e q por isso o ajuste fino do universo que DEUS criou poderia muito bem por causa das bacterias nos fazendo apenas protagonistas dest uiniverso..bom pelo q eu sei, bacterias nao nao tem capacidade de amar odiar respeitar e etc..e sobre o dualismo ..o ateismo acredita q existe valores morais fora da existencia de DEUS mas NOS DIFERE DAS BACTERIAS DIZENDO Q SOMOS ESPECIAIS…DR dacey mais parece ter sido um ser humano q acreditava em DEUS ele mesmo disse eu fui cristao..pelo q me parece DEUS nao correspondeu as expectativas pessoais dele,e ele preferiu se infurnar em uma vida de duvidas pra tentar provar q ELE nao existia pra se sentir melhor consigo mesmo pq no que tange aos seus argumentos..muiito fracos.
O professor Craig deu uma palestra em uma universidade americana sobre o problema do mal, no qual discute o problema de forma mais profunda, algo que não dá para fazer em um debate ou entrevista rápida, onde este não é o tema principal.
Segue os links sobre a palestra:
1 – O Problema do Mal é Emocional e Intelectual – William Lane Craig
http://www.youtube.com/watch?v=jI_Ezo_K82E&feature=player_embedded
2 – Os Ateus Têm o Ônus da Prova no Problema do Mal – William Lane Craig
http://www.youtube.com/watch?v=4yNs2VXTOuE&feature=player_embedded
3 – Os Problemas Lógico e Evidencial do Sofrimento – William Lane Craig
http://www.youtube.com/watch?v=cfc_YzktxqU&feature=player_embedded
4 – O Problema Lógico do Sofrimento – William Lane Craig
http://www.youtube.com/watch?v=Z1EMl5W5dPU&feature=player_embedded
5 – O Problema Evidencial do Sofrimento [1/3] – William Lane Craig
http://www.youtube.com/watch?v=9Af71M2lgOc&feature=player_embedded
6 -O Problema Evidencial do Sofrimento [2/3] – William Lane Craig
http://www.youtube.com/watch?v=5AKpEVRrx5k&feature=player_embedded
7 – O Problema Evidencial do Sofrimento [3/3] – William Lane Craig
http://www.youtube.com/watch?v=L6ZfQwyDJ4I&feature=player_embedded
e
http://www.youtube.com/watch?v=0qwJiL_TW58&feature=player_embedded
8 – O Problema Emocional do Sofrimento – William Lane Craig
http://www.youtube.com/watch?v=z1mCdlNtdAA&feature=player_embedded
Acredito que assistir esta palestra ajude a esclarecer um pouco mais desta discussão.
SHOW SHOW… os dois defendem bem a suas teorias.
DESDE já quero dizer que acredito em Deus, pois não perdi minha fé.
A ciência hoje se baseia no que ela vê, no que ela descobre, no caso a FÉ é descartada.
FÉ:é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta idéia ou fonte de transmissão.
vou defender a minha fé em Deus, serei breve.
a ciência por mais que tente PROVAR a inexistência de Deus, por mais GRANDIOSO seja o seu discurso fica algo vago ( ). Não é concreto, não é tão OBJETIVO. Nós também temos que ser racional, a questão que mais me intriga é COMO PODE UMA EXPLOSÃO, CRIAR UM UNIVERSO TÃO PERFEITO, COMO PODE TER CRIADO um ser QUE do qual a CIÊNCIA não consegue explicar tamanha COMPLEXIDADE que é nossa MENTE. COMO PODE UMA UNICA EXPLOSÃO criar uma diversidades de espécies de VIDA. eu me pergunto COMO PODE um HOMEM tão inteligente ser tão irracional!? de dizer que uma EXPLOSÃO tenha feito ESSE UNIVERSO tão perfeito tão imenso E AO MESMO TEMPO TÃO frágil, COMO PODE UMA explosão FAZER ALGO OU criar ALGO tão sublime com uma perfeição que é de se admirar.
FALAM tanto de sofrimento, é sofrimento aqui, é sofrimento ali, o HOMEM cria o seu sofrimento, o HOMEM hoje mata, o homem hoje cria suas armas e se matam, A QUESTÃO é será mesmo que Deus criou o mal? e se á o mal pq Deus não o tira de nossas vidas?. Observe Deus nos Deus o livre arbítrio, no entretanto Deus lhe deu o prazer de você decidir o que você quer fazer de sua vida, que se for parar e pensar você vai ver que ela passa em um mero período de tempo. você que se diz ATEU, bom no caso você acredita 100% na ciência, SUPONDO que Deus não existe, no caso então o DEMÔNIO também não EXISTE correto pois não posso velo, não posso toca – lo, então é correto afirmar que o INFERNO não existe certo, então as escrituras sagradas não fazem sentido algum. então vamos lá, NA BÍBLIA SAGRADA diz que todo HOMEM que tirar sua vida estará condenado a MORTE ETERNA.
então podemos descartar que o H0MEM que tira a sua vida ira para o INFERNO. Então não vejo problema em um ATEU tirar a sua vida para ver o que a pós-morte, já que ele não ira ao INFERNO, para que TEMER sua vida. já que não a NADA além de nós HUMANOS seres racionais e não ETERNOS.
Quero respostas de como uma EXPLOSÃO pode criar algo tão perfeito que é nosso universo.
OBRIGADO até mais espero respostas,
Paine Reverse.As crianças é que acreditam no pai natal com muita fé para receberem os presentes.Agora acreditar num deus sem provas, é um assunto muito sério, que não aconselho a ninguém.E qual é o benefício para a humanidade? Vejam o médio oriente, jesus veio para nos salvar e aquilo continua a ferro e fogo.Os judeus, o dito povo escolhido e a terra prometida, o único deus que os salva é a força das armas. Jeová esta de férias e Alá não está interessado naquela querela. Boas Festas.JESUS
CONTATO: PAIN-OAKLE-@HOTMAIL.COM
AMADOS O Q VC GANHA AO ACREDITAR Q NAO EXISTA DEUS?
DOIS CRER EU ABRO UMA PORTA UM CAMINHO PRA EXPERIMENTAR PROMESSAS D DEUS.
TRES A NEGATIVIDADE ATEISMO ALIMENTA E REFORÇA Q SOMOS = ANIMAL.
4 A LIGITIMIDADE DA PALAVRA DE DEUS ME TRAZ ESPERANÇA POS VIDA ,
COMPARE O Q DEUS TEM E Q OS ATEUS TEM VC COMPAROU?
5 COMO MORTAIS VEMOS Q DEUS É SUPREMO FAZ AQUILO Q ELE QUER E COMO QUER.
6 NAS ILIMITAÇOES DE DEUS É Q VEMOS E CONHECEMOS SUA GRANDEZA.
7 AI DAQUELES Q CONFIAM EM SI MESMOS E NESTE FALSOS MESTRES MELHOR EXAMINAR A BULSOLA Q É A PALAVRA DE DEUS INCORRUPTIVEL….PRA QUEM ENTENDE CLARO.
Eu sou agnóstico.A casa de deus está cheia de pedófilos, de falsos celibatários, Roma é um grande negócio como a igreja do reino de deus.A inquisição quantos levou á fogueira? Os templários sodomizavamm-sa uns aos outros. Noé fornicou com as filhas, Abraão com a nora, as batalhas bíblicas.perante isto e muito mais prefiro ser agnóstico.
Profeta.Quem é que ouviu a palavra de deus? É os padres pedófilos ou as freira lésbicas,coitados têm o mesmo direito á vida como os heterossexuais , sejam religiosos ou civis. que eu saiba, não existe nada escrito por deus,oque existe foi escrito por homens que diziam ser a palavra de deus.esses chamados evangelistas escreveram barbaridades como a jovem judia que teve um filho e continuou virgem, como o José não teve nada a ver com aquilo, o filho é de pai incógnito.
Sem dúvida nemhuma a ideia “estrela” dos ateus e si Deus existise,por que ele permite crianças morrerem,venho obsevando isso muitos anos,tendo alguns argumentos no começo de qualquer debate sempre e falo sempre,acaba indo nessa questão,que pra mim hoje é muito bem resolvida,graças a Deus,certo que eu tambén me fiz a pergunta tempo atrás.
Hoje sei que uma criança pode-se ir com o espiritu muito mais puro pra outro estágio do que uma pessoa adulta,sei que muitos anos com seres humanos não garante melhoria em nosso espiritu,sei que com pessoas que viveron cem anos,Deus não fez mais justiça que com a criança que viveu tres meses,exatamente a mesma por que si olhamos lo fisico e material sempre veremos injustiças,mais além de isso tá a esencia nossa eterna e imortal que nunca leva injustiças simplemente leva o que procura e merece.
P.D……..meu portugués ainda não é tão perfeito,desculpem qualquer erro.
Daniel, quem era o deus do homem de neandertal?JESUS
Um simples fato de acreditarem em reencarnação pode explicar a desigualdade e varios acontecimentos trágicos que vemos no mundo hoje em dia …
Eu acredito que exista algum Deus e alguém superior a nós mais também acredito que essa pessoa ou ser é muito injusto…
creio em deus, e necessariamente creio que permeia em nosso ambiente e em nossa volta são leis harmonicas, e se o homem não entende, é por que o ser se encontra num determinado nivel evolutivo, e a forma mais expressiva é o seu pensamento que implica na solução amigavel e honesta do cotidiano, chamado o livre arbitrio, ok!
Pedro I. Achei piada que afinal o Pedro também acredita no evolucionismo.Então, como pode conciliar criacionismo com evolucionismo?Compare um esquimó vive da caça às focas e o urso polar também vive da caça das mesmas.Os dois matam para poder sobreviver.Onde entra aqui o deus dos judeus? Os dois fazem parte da cadeis alimentar, e o que mata mais tem mais hipóteses de sobrevivência e da sua prol.Não vejo aqui cabimento para um deus de amor.JESUS.
há existencia de DEUS só compete a ele.DEUS é tudo em todos
ALFA E OMEGA
PRICIPIO E FIM
não devemos e não nos cabe saber se DEUS existe.
buscai ao senhor enquanto se pode achar e invocai-o o quanto ele esta perto.
só podemos saber isto.
mICHELL, ALFA OMEGA, são frases feitas,temos que ser criativos e procurar sempre a verdade.Procure,até a exaustão,saber se o que lhe dizem é verdade.
Olha meu nome é Hugo tenho 11 anos.Olha não temos como saber se deus existe como foi o começo da historia de deus? tudo tem um começo um meio e um fim igual um texto.Olhem mas como tudo começou?
caro amigo…
vc não acrdita em Deus?
vc acredita no mal?
vc acredita no bem?
vc acredita no amor?
vc acredita no odio?
mas como eles nasceram?
são tipos de resposta que só vai ser encontrada dentro da gente!
não duvide na existencia de Deus.
pois assim como não explina o nascimento do amor ou odio assim é deus ele age sempre que vc acredita nele.
obs:
para o mundo existe os cientista falaram que foi um big beg será?
a existencia da raça humana vem do macaco?
porque então o mundo ainda não evolui?
porque os homens ainda não esta evoluindo?
porque não surguem varios homens que vem do macaco?
nem eles tem respostas para isso.
não acredite em texto que homens escrevi pergunte para si mesmo se deus existe.
pergunte para vc mesmo porque eu existo?
porq respuiro?
porque falo ou olho?
como é que o espiro habit em mi estanto eu dentro de minha mae?
porque tenho alma?
ou será que tenho alma?
existe varia pergunta sem resposta?
como por ex:
de onde vem a alma?
de onde vem o espirito?
Michell.O que é o mal, o bem, o ódio e o amor? è um estado de consciencia. Reações que tambem sepode obbservar nos outros animais.e não nada a ver com deuses.Quanto ao bid-bang, o telescópio Hublle permitiu que constatassemos que o universo esta em expansão. Ora se ele está em expansão é que partiu de um ponto, que pode ser o big bang.Não me repugna nada ser descendente do macaco, pois adn dele é 98 por cento do nosso.Quem criou os dinaussários, foi o deus de Abraão ou o Ala?Quem criou o homem de neandertal?Não acredite em textos que foram escritos por pessoas do medio oriente, como judeus e os romanos que destruiram 315 evangelos(dispo Irineu) e escolheu 4 a seu belo prazer. A alma existe? E o que é o espirito? Defina! Qual é o deus que vc. quer que eu acredite:Shiva Manitu Isis ou o deus das religiões do livro?
Hugo vá em frente.Procure a verdade e não nas religiões criadas pelos homens.JESUS
michell da costa
só faltou vc dizer que a salvação da humanidade está na biblia, e há biblia não é prova de DEUS, E SIM a existencia de cristo agora, sobre o que vc escreveu nem vou comentar ate por que a ciencia em alguns ponto, tem respostas coerentes, como o budismo, a umbanda, a igreja catolica, o espiritismo, e etc, eu não digo que tenha a verdade absoluta e nem as religiões, pois depende do dirigente, os padres, pastores, monges, babalorixa e etc, mas que DEUS EXISTE isso é verdade, porém que seja pessoal isso é mentira, mas cada interpreta como quer, ok muito obrigado.
Deus existe e não devemos duvidar disso . Olha as coisas maravilhosas que existem no mundo , olha a natureza , os animais , como vcs acham que eles nasceram ? de uma explosão , de um acontecimento cientifico ? claro que não né. Cada um pensa o que quiser , Há pessoas que só acreditam em Deus quando algo milagroso acontece na vida delas , respeito isso , pois há muitas duvidas. Mas devemos crer sim que Ele existe e que Ele está lá olhando por nós . Quer uma prova que ele existe , leia a Blibia . Não acredita na Blibia ? Busque a Ele e ele te provará que existe , não que seja uma obrigação Dele , mas ele irá te mostrar sim , pois te ama .
Luana. Acredito mais na estória (Alice no país das maravilhas do que na biblia. a biblia é um churrilho de incestos(Abraão, Lot )e de matança de inocentes, Ver batalhas biblicas, por tudo isto nao pode merecer respeito.
luana
vc acha que a alusão que vc prega seria um deus verdadeiro, pra vc, pois milhares de outras pessoas acredita em deus, só que no entanto, estão na cadeia, no presidio,e outros em nome de deus mata, e qual deus vc fala, o deus da biblia, o deus thor, deus chivas, deus buda, os milhares de deuses, deusas e herois, qual vc fala´qual vc descreve, esta na hora de acordar, DEUS NÃO É PESSOAL, EXCLUSIVO SEU. ELE EXISTE E É UNIVERSAL.( DEUS UNICO E NÃO PREGADO OU CRIADO PELO HOMEM,OK.
Alemanha
Inicio do século 20
Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?”
Um aluno respondeu valentemente:
“Sim, Ele criou.”
“Deus criou tudo?”
Perguntou novamente o professor.
“Sim senhor”, respondeu o jovem.
O professor respondeu,
“Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.
Outro estudante levantou a mão e disse:
“Posso fazer uma pergunta, professor?”
“Lógico.” Foi a resposta do professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
“Professor, o frio existe?”
“Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?”
O rapaz respondeu:
“De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor”
“E, existe a escuridão?”
Continuou o estudante.
O professor respondeu: “Existe.”
O estudante respondeu:
“Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz.
A luz pode-se estudar, a escuridão não!
Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas.
A escuridão não!
Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
“Senhor, o mal existe?”
O professor respondeu:
“Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.”
E o estudante respondeu:
“O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.
O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.
É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.”
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado…
Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?
E ele respondeu:
“ALBERT EINSTEIN.”
=====================================================
Examinando essa história à luz dos preceitos da lógica verificamos:
A comparação que o aluno faz entre o frio, a escuridão e o mal é errada. Trata-se de um sofisma, porque não constituem fenômenos da mesma classe.
Diz o aluno que o frio não existe, porque não é um fenômeno em si, mas trata-se tão somente da ausência do calor.
Está correto.
Diz o aluno que a escuridão não existe, porque não é um fenômeno em si, mas trata-se tão somente da ausência do luz.
Está correto.
Diz o aluno que o mal não existe, porque não é um fenômeno em si, mas trata-se tão somente da ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
Aí é que o aluno incorre em erro, porque ele provou que tanto o frio como a escuridão não têm existência própria, sendo tão somente a ausência de fenômenos que efetivamente existem, como o calor e a luz.
O frio não é o contrário do calor, mas tão somente a sua ausência, da mesma forma que a escuridão não é o contrário da luz, mas tão somente a sua ausência.
Mas ausência do bem não é o mal, como ele alega. A ausência do bem é a indiferença e não o mal.
Quando você passa por alguém ferido, faminto ou doente, o bem faz com que você queira ajudar. Você sente empatia com aquela pessoa e procura suprir suas necessidades, levando o ferido a um hospital, dando alimento ao faminto e providenciando um exame médico para o ferido.
ISSO É O BEM.
Na ausência do bem, você não sente empatia com a pessoa, olha parta ela e não sente pena, não se importa com o seu sofrimento.
O QUE VOCÊ SENTE NÃO É O MAL, MAS A INDIFERENÇA.
O mal existe, porque quando você passa por alguém que está íntegro, gozando de perfeita saúde e bem alimentado e fere essa pessoa, espanca, estupra, tortura ou mata, não está simplesmente demonstrando indiferença ou ausência do bem. Você está conscientemente produzindo um resultado danoso e isso é muito diferente da indiferença. É o oposto do bem e não apenas a sua ausência.
Assim, podemos concluir que se o mal realmente existe e foi criado por alguém, esse alguém teria o mal em sua natureza.
Está comprovado que Deus não existe ou que é mau?
Negativo!
Na verdade, o calor é um fenômeno físico consistente na vibração das moléculas de uma substância denominado “movimento browniano” e pode ser medido facilmente por um instrumento simples como o termômetro.
A água pode estar a zero graus (gelo), 10 graus, 20 graus, trinta graus, etc.
O zero absoluto, ou seja, quando não existe movimento browniano é corresponde à temperatura de -273,15 °C.
A luz também é um fenômeno físico consistente na radiação eletromagnética no espectro da luz visível e na emissão de fótons e pode ser medido facilmente por um instrumento simples como o fotômetro.
A luz pode ser medida em Lux (símbolo lx )(No Sistema Internacional de Unidades), é a unidade de iluminamento. Corresponde a incidência perpendicular de 1 lúmen em uma superfície de 1 metro quadrado.
A iluminação pode ser de um Lux, dez luxes, vinte luxes, etc.
A ausência total de lux corresponde ao que nós chamamos de escuridão.
Por outro lado, já o bem não é um fenômeno físico que possa ser medido por um instrumento.
Tanto o bem quanto o mal não têm existência própria. Não foram criados por um ser bom ou mal.
O bem e o mal não conceitos morais vigentes em determinada sociedade em uma determinada época.
Eles variam coma variação geográfica e coma variação temporal.
A própria igreja católica já queimou, na Idade Média, muitas pessoa por serem feiticeiras, hereges, contrárias a seus ensinamentos. Galileu escapou “fedendo” da fogueira porque aceitou dar três voltas na Torre de Pizza repetindo que “ A terra não se move”. Ao final teria murmurado “Ma si muove”.
A Igreja Católica estava praticando o bem quando queimava as feiticeiras e os hereges. Hoje, nós execramos essa atitude.
Existem lugares onde o clitóris das filhas mulheres são amputados para que elas não venham a sentir prazer com a relação sexual e assim não venham a trair seus maridos. Isso é considerado bem por eles. Você acha que isso é bem ou mal?
No Iran, uma mulher foi recentemente condenada a morrer por apedrejamento por ter traído seu marido após a morte deste. Antes da execução, a grita mundial foi tão grande que eles mudaram a execução para enforcamento e inventaram que ela tinha participado da morte de seu marido.
No mesmo Iran, os homosexuais são enforcados em nome de Alah.
Na arábia Saudita as mulheres que saem à rua exibindo um centímetro q1ue seja de sua pele são espancadas pelas patrulas religiosas.
Chega. Vocês já perceberam que o que é bem para determinadas pessoas em determinadas época é um mal terrível para outras pessoas em outro lugar ou em outra época.
Resumindo: o Bem não existe e o mal também não existe.
São simplesmente convenções sociais.
O professor na história está tão errado quanto o aluno!
ISSO É A LÓGICA.
Um grande abraço,
Se Deus (acredito mais num Parlamento divino), interferisse de forma escancarada, a vida não se viabilizaria. Teríamos suicídios em massa. É óbvio que existem civilizações mais evoluídas(que com certeza ver no amor a única fonte de interesse, além do contemplamento das belezas através dos sentidos) que cuidam de nós. A questão é que ainda somos bebês, que não temos consciência dos nossos amparos. Criar amparos, esse é o sentido da vida em nível consciente, em nível intuitivo é reproduzir, todos caminham no sentido da luz. A eternidade. O medo do nada é o que nos move intuitivamente, a certeza do amor evidente é o que nos move em nível consciente. Isso tudo vem a mim em clara evidencia, insights sempre com uma mãozinha das “coincidências”. Sou um simples mensageiro, e quanto mais acredito nisso, mais recebo ajuda, por que eles sabem que podem gradativamente ir confiando e soltando informações aos poucos. É um processo, se perguntar por que Deus não interfere mais nas injustiças, já que ele é tão poderoso, demonstra uma inteligencia que ainda não se libertou das grades da Dicotomia, a mãe de todos os preconceitos.
CARO AMIGO.
Dese então fica a seu criterio sobre a existencia de DEUS.Acho que vc depente o fato real? e não espiritual? Procuramos saber se DEUS existe…., não duvido pois sua existencia esta em tudo e em todos, evolução do macaco nunca existil, pois porque os macaco não evolui para o nosso nivel, ou ainda, nos continuariamos evolindo, para qual especies nos evoluirimos?
caro colega sua mete esta fecha para o obvio.
Obs:
ler assuntos sobre os iluminatte!
vc falam de coisas inserta acreditar no alice e no pais da maravilha, para com isso uma pessoa que acredita nesta abrobrinha é uma pessoa infantil, zero absoluto, só falta dizer na existencia dos piratas do caribe….kkkkkkkkkkkk
a existencia de DEUS é um fato que não compete ao homen saber. Seri a mesma coisa de a pessoa saber dos movimentos da CIA?
Deus não tem obrigação de revelar nada para niguem, e por misecordia nos sabemos só do necessario para vivermos.
Ler a Biblia é o mais importante.
O Deus que eu acredito.
Depois de analisar por muitos anos o assunto religião cheguei a uma interessante conclusão. Será que existe mesmo um criador, se existir, posso até acreditar, mas este Deus que eu porventura venha acreditar se difere muito do Deus usado e explorado por quase todas as religiões.
Acredito que quase todos os religiosos deste planeta cometem um erro ao dizer que Deus tem o poder de decidir sobre cada um de nós, com esta afirmação estamos culpando Deus por tudo que acontece de ruim em nosso mundo. Se analisarmos com bastante critério chegaremos a conclusão que Deus não pode interferir em nada, portanto a humanidade sempre se cuidou por si própria sem a interferência de entes celestiais. Essa afirmação não tira os méritos de Deus se porventura ele existir, pois se ele não faz nada é porque não pode ou não deve interferir nos destinos da humanidade.
Como cheguei a esta conclusão, e simples é só observar através da historia os fatos acontecidos, citarei alguns em meios a milhares deles, por exemplo, na idade média a peste bubônica dizimou metade da população européia, Cortez dizimou os Astecas, os americanos do norte dizimaram as populações indígenas do seu território sem dó nem piedade, pasmem sempre com a bíblia embaixo do braço, continuando seu ódio massacraram e espezinharam os negros levando-os a terríveis humilhações. Na segunda guerra mundial 6 milhões de judeus foram massacrados, humilhados, torturados e mortos, somente poucos se salvaram, acredito, os poucos salvos não foi pelo Deus da bíblia, pois salvar poucos e deixar 6 milhões a própria sorte não me parece algo meritório para aplaudir. Ainda na segunda guerra foram mortos alem dos 6 milhões de judeus, também morreram 20 milhões de russos, 1900 sacerdotes católicos, milhares de soldados japoneses, italianos e um incontável numero de soldados aliados, tudo isso observado por Deus. Diante destes fatos se chega a conclusão que Deus não pode interferir. Os teocratas que lhe deram a incumbência de proteger a humanidade, mas na minha humilde teoria, Deus não interfere, nem pode interferir em nada. Os humanos mais inteligentes se sobressaem, os mais fortes massacram os mais fracos, os maus se corrompem levando sempre vantagens, os mais fracos com pouca inteligência servem de escravos, assim sempre foi, e sempre será o destino dos humanos neste planeta misterioso. Visto do espaço é belo e maravilhoso, mas quando se aproxima e vê a realidade, se nota quanta tristeza e sofrimento somos submetidos no período que passamos aqui na terra. A única coisa pratica que podemos observar é que estamos aqui somente para transportar nossos genes de geração em geração, até que um dia qualquer no futuro uma catástrofe sem precedente venha destruir nosso planeta, cuja destruição arrastara para a morte toda humanidade.
Paulo Luiz Mendonça.
Convenhamos que a pergunta “Deus existe?” esta mal formulada. Equivale a perguntar: “a existência existe?” o que se constitui um disparato contra-senso. Mas este desafio que a segunda lição do curso decide enfrentar quando procura responder as seguintes perguntas básicas: Por que algumas pessoas não crêem em Deus? Que diz a bíblia sobre a existência de Deus? Quais as cinco evidências racionais da existência de Deus? Deus é uma força cósmica, ou um ser pessoal? Quais são os seus atributos? Qual é a maneira correta de O adorarmos? Por que é importante conhecê-lo?
Podemos encontrar pelo menos cinco evidências racionais da existência de Deus:
1. A CRIAÇÃO INANIMADA ATESTA A EXISTÊNCIA DE DEUS.(Salmos 19:1-2)
Crer que o universo surgiu por acaso faz tanto sentido quanto crer que os livros se formam sozinhos pelas leis da soletração e da gramática. Quando se vê uma bela casa logo se pensa em quem construiu. Se alguém lhe dissesse que ela não foi construída por ninguém, mas que simplesmente apareceu ali, acreditaria nisso? É claro que não. Como disse certo escritor: “porque toda casa é construída por alguém.” É uma afirmação óbvia. Todos concordam, então por que não aceitar a conclusão lógica a que chegou o mesmo escritor bíblico: “Mas que edificou todas as coisas é Deus”. Hebreus 3:4. Qualquer um que tenha bom senso terá de, mais cedo ou mais tarde, admitir a necessidade da existência de um criador. O princípio da causalidade mesmo certifica que todo fenômeno tem uma causa. Esta é uma verdade incontestável, a existência de uma causa primária! Albert Einstein, o maior físico do século XX, admitiu: ” Para mim basta…meditar na maravilhosa estrutura do universo a nós vagamente perceptível, e tentar compreender humildemente nem que seja uma infinitésima parte da inteligência manifesta na natureza.”
2. A CRIAÇÃO ANIMADA ATESTA A EXISTÊNCIA DE DEUS.(Romanos 1:20)
Embora exista uma enorme diversificação de seres vivos, o padrão biológico é essencialmente o mesmo, apresentando apenas diversos graus de simplicidade ou complexidade orgânica. Esta é uma forte evidência de que todos os seres vivos procedem de um mesmo projeto. Está hoje demonstrado cientificamente que a vida só procede de uma vida preexistente. Todos os avanços da nova ciência médica e cirúrgica no tratamento e prevenção de doenças infecciosas baseiam-se nesta grande e inegável lei da biogênese. Ao consultarem o que poderia ser chamado de livro da criação divina, os cientistas são forçados a reconhecer que uma vida maior deu origem a todos os seres viventes. “Não há a mais leve evidência de que a matéria possa surgir de matéria inanimada.” (Prof. Conn). Deus criou a vida, Ele é a fonte de vida. “Nele nos movemos, vivemos e existimos.” Atos 17:28. Cada respiração, cada pulsar do coração é uma prova do cuidado de Deus. É também dele que depende tudo, desde as mais rudimentares formas de vida até as mais complexas. Não existe outra maneira de explicar a presença de vida sobre a terra. A realidade inevitável do poder e complexidade da criação macroscópica e microscópica aponta, sem dúvida para Deus.
3. A CONSCIÊNCIA HUMANA ATESTA A EXISTÊNCIA DE DEUS.
Entre os povos mais avançados até os mais primitivos e degradados da terra podemos encontrar neles consciência, isto é, a faculdade de aprovar ou condenar ações numa base moral. Diz Paulo: “Os gentios, que não tem lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles embora não tendo lei, para si mesmos são lei. Pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os.” Romanos 2:14,15. Naturalmente a consciência das pessoas que se encontram longe de Deus, acha-se contaminada, obliterada, cauterizada (I Timóteo 4:2; Tito 1:15), sendo-lhe necessário ser purificada pelo sangue de Cristo (hebreus 9:14; 10:2-10,22). Por mais insensibilizadas que sejam suas consciências, porém, todos os homens possuem um senso comum do direito e do errado, não apenas causa de ensinos morais que tenham recebido, mas porque, como declarou Immanuel Kante, grande filósofo alemão, “há dentro de nosso interior a lei moral”. “Há entre os gentios, almas que servem a Deus ignorantemente, a quem a luz nunca foi levada por instrumentos humanos… Conquanto da lei escrita de Deus, ouviram sua voz a falar-lhes por meio da natureza, e fizeram aquilo que a lei requeria.” A existência de uma lei implica a existência de um legislador. Foi Deus quem idealizou uma norma de conduta para o homem e a escreveu na mente humana.
4. O PLANO E A ORDEM DO UNIVERSO ATESTAM A EXISTÊNCIA DE DEUS.
Apenas de um criador inteligente poderia derivar-se o universo. Não por acidente que os planetas, os sistemas solares e galáxias, giram cada qual em sua órbita, harmonicamente e guardando entre si relação perfeita; não é por acidente que 107 elementos químicos, diferentes, se combinam, se ligam uns aos outros, nas mais variadas formas, dando origem a todo tipo de matéria encontrada na natureza, não é por acidente que na fotossíntese, as plantas clorofiladas utilizam a luz solar, o dióxido de carbono, a água e os minerais para liberar oxigênio e produzir alimentos, e poderíamos ir mais além, demonstrando por meio sólidos e irrefutáveis argumentos que a ordem natural nao foi inventada pela mente humana… A existência da ordem pressupõe a existência de uma inteligência organizadora. E essa inteligência não pode ter sido outra senão Deus.
5. A CRENÇA UNIVERSAL NA EXISTÊNCIA DE DEUS ATESTA SUA EXISTÊNCIA.
A crença de que Deus existe é praticamente tão difundida quanto a própria raça humana, embora muitas vezes se manifeste de forma pervertida ou revestida de idéias supersticiosas. A maior parte dos ateus parece imaginar que um grupo de teólogos se tenha reunido em sessão secreta e inventado a idéia de Deus, apresentando-a depois ao povo. Mas os teólogos não inventaram a Deus como também os astrônomos não inventaram as estrelas, nem os botânicos as flores. È certo que os antigos mantinham idéias erradas acerca dos corpos celestes, mas esse fato não nega a existência dos corpos celestes. E visto que a humanidade já teve idéias defeituosas acerca de Deus, isso implica que existe um Deus acerca do qual podiam ter noções erradas.
Eis em suscintas palavras os argumentos que podemos aduzir. Não fique porém, a impressão de que a existência de Deus depende de uma demonstração racional. Nem para provar todas as coisas podemos usar o método científico. Há uma ciência muito mais profunda que precisamos aprender: a ciência da fé.
ATRIBUTOS DE DEUS
Se há uma fonte autorizada e gabaritada para dizer-nos que tipo de pessoa é Deus, esta fonte é, sem dúvida a bíblia. Em suas páginas encontramo-lo descrito como criador, mantenedor, legislador, rei, pai, juiz, senhor, etc. Todos estes termos nos ensinam determinadas verdades sobre ele. São termos que não se demoram em descrições filosóficas sobre sua natureza, mas que singelamente nos mostram quem ele é, revelando-nos o que ele faz. Um ser capaz de criar, comunicar-se e amar. Em toda a escritura encontramos muitas declarações concernentes a Deus e seus atributos:
1-ATRIBUTOS ABSOLUTOS – Dizem respeito a natureza íntima de Deus, independente de qualquer outra coisa.
DEUS É REAL – Ele existe, disse Jesus: “Fui enviado por aquele que de fato existe.” João 7:28. Todos nós dependemos de pelo menos de duas pessoas para existir, nossos pais. Deus não, sua existência é auto-causada, ele existe por si mesmo. Eis porque ele pode, com auto-suficiência, dizer de si próprio: “Eu sou o que sou”. Êxodo 3:14. Apesar de ser uma realidade espiritual, Deus pode assumir qualquer forma visível, entretanto homem algum jamais viu sua face.(Êxodo 33:20; Mateus 1:23; 11:27; João 1:18). Porque existe por si mesmo, é-nos dito que ele é o autor e conservador da vida.(números 16:22). A vida que possuímos não nos pertence, mas é derivada daquele que é a fonte de vida, tanto física quanto a eterna. Em Deus acha-se a vida original, não emprestada nem derivada. Se quisermos, poderemos obtê-la, não em troca de coisa alguma nem por compra, mas nos é dada como dom gratuito pela fé em Cristo, como nosso salvador pessoal.
DEUS É IMUTÁVEL – (Malaquias 3:6) Positivamente ele não muda, tanto na duração, como em natureza, caráter ou vontade. “Pois eu o Senhor não mudo” (Neemias 23:19; I Samuel 15:29; Jó 23:13; salmos 33:11; provérbios 19:21; Isaías 46:10; hebreus 6:17; Tiago 1:17).
DEUS É SANTO – Ele é perfeita excelência moral e espiritual, Ser perfeitamente puro, imaculado e justo em si mesmo (josué 24:19; salmos 22:3 ;99:9; isaías 5:16; joão 17:11; I tessalonicenses 5:23).
DEUS É INFINITO – Ele está além da plena compreensão da mente humana. A criatura jamais poderá tornar-se igual ao criador ou entender-lhe a mente. (romanos 11:33-36). Mas ele é acessível(atos 17:26; salmos 145:16), podemos experimentar o poder de seu amor e estar certos de que ele nos responde e cuida de nós.
2- ATRIBUTOS RELATIVOS – Dizem respeito aos predicados divinos, referentes ao tempo e a criação.
DEUS É ETERNO – Deus é descrito na bíblia como existindo de eternidade em eternidade, para sempre (neemias 9:5; salmos 90:2; apocalipse 10:6) e como sendo o rei dos séculos, imortal, invisível e único Deus (I timóteo 1:17). Ninguém o criou, ele não tem princípio nem fim(colossenses 1:17). Deus não está condicionado pelo tempo, pelo contrário, o tempo está em Deus. Para ele o passado, o presente e o futuro são uma e a mesma coisa. Parece não haver lógica nisso, não é? E não há mesmo. Deus acha-se acima de toda lógica humana. Como poderia a mente finita compreender um ser infinito?!
DEUS É ONIPRESENTE – Ele está presente em todos os lugares simultaneamente, pelo seu espírito, e permanentemente observa suas criaturas e age sobre elas. Diz-se que habita no céu, por ser ali o lugar onde se faz maior manifestação de sua presença(salmos 139:7-10; eclesiastes 5:2; isaías 57:15; 29:15; jeremias 23:23,24). Não obstante, não podemos nunca encontrar uma solidão em que Deus não se ache.
DEUS É ONISCIENTE – Ele sabe tudo, conhece todas as coisas(I joão 3:20)
DEUS É ONIPOTENTE – Ele tudo pode(gênesis 18:4), em sua mão há toda força e poder para realizar o que lhe apraz. Por isso recebe muitas vezes, nas escrituras, o título de todo-poderoso.(salmos 62:11, efésios 3:20-21; apocalipse 1:8).
DEUS É VERAZ – Deus sempre fala a verdade, aliás ele próprio é a verdade. Sua palavra não é passível de contestação. Os homens costumam ser mentirosos, mas Deus não. Ele é digno de fé. Apraz-lhe que nele confiemos(romanos 3:4).
DEUS É ÚNICO E EXCLUSIVO – Existe um só Deus (isaías 45:5). Como criador do universo somente ele pode dizer com autoridade que o Senhor é Deus, e não há outro. (I reis 8:60). Nas religiões animistas de algumas tribos, bem como no budismo, hinduísmo e xintoísmo, há milhões de deuses, que de fato não são deuses, mas caricaturas pagãs surdas, mudas, cegas e mortas. É muito fácil criar um deus, quando uma pessoa rejeita o verdadeiro Deus, ela cria o seu próprio. E esse deus é exatamente como essa pessoa gostaria de ser, no seu íntimo. Seu deus é a corporificação de seus desejos e paixões sob forma de imagens, estátuas, credos e religiões. Deuses irascíveis, vingativos, sanguinários, invejosos, imorais, mesquinhos, feitos a imagem e semelhança do homem. Nada que se compare a descrição dos desejáveis característicos do Deus verdadeiro, fornecido pela bíblia “Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade, que usa de beneficência com milhares, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado.Êxodo 34:6,7. Unicamente o Senhor é Deus, portanto só ele deve ser adorado, nada e ninguém a não ser Deus merece nossa adoração e reverência, nem mesmo os santos homens e mulheres da bíblia, nem mesmo os anjos.(apocalipse 22:9).
Capítulo 2
Refutação – A validade dos argumentos utilizados para “provar” a existência de Deus
A grande maioria da população mundial crê em Deus. E, defendendo seu ponto de vista, apresenta vários argumentos para “comprovar” a existência Dele. Vamos analisá-los e concluir se são válidos para comprovar a existência de Deus:
“Deus existe porque eu sinto Sua presença em mim”.
Neste argumento, torna-se evidente que, através dos sentidos, a pessoa percebe a presença de Deus. Todavia, será que tudo que a gente percebe é verdadeiro? Não. Vamos dar exemplos dessa afirmação:
Suponhamos que uma pessoa X não tenha conhecimentos sobre o Sistema Solar, sobre a posição e sobre o movimento da Terra no espaço. Observando o céu, ela “percebe” o Sol se movimentando, enquanto a Terra “permanece parada”. Isso é percebido por qualquer um, mas será a realidade? Claro que não: sabemos que a Terra gira em torno do Sol.
Suponhamos então que essa mesma pessoa visse o céu numa noite estrelada. Não sei se o leitor já percebeu, mas parece aos sentidos dessa pessoa (ou qualquer outra) que estamos no centro de uma “bola” de vidro, e que as estrelas estão fixas, nas “bordas” dessa abóbada (os antigos acreditavam que a Terra estava localizada numa espécie de redoma, e que as estrelas se situavam nas extremidades desta). Estará essa percepção correta? Óbvio que é errônea, já que as estrelas não são fixas (estão em movimento constante) e não existe nenhum hemisfério acima de nossas cabeças.
E, como último argumento: a nossa sensação de calor e frio. Nossos sentidos nos sugerem que o calor e o frio são opostos (ou seja, duas faces de uma moeda), como fogo e água. Mas os cientistas já perceberam que o que nós chamamos de “frio” significa pouco calor, variando apenas a agitação térmica das moléculas. Mais uma vez, os sentidos nos enganam.
Estes casos acima nos permitem concluir que não devemos confiar nos nossos sentidos, que eles nos “pregam peças”. Então, o argumento que “Deus existe porque sinto Sua presença”, logo, não é válido para provar a existência de Deus.
“Deus existe porque atende às minhas preces e realiza meus desejos”.
Esse é o argumento mais fácil de se refutar. Ora, se ele existe porque atende às minhas preces, então, se ele não atendesse às minhas preces, ele não existiria? É difícil de acreditar.
Entretanto, vamos supor que eu pedisse a Deus e “Ele” realizasse um pedido meu. Isso, tampouco, consistiria numa prova que Ele existe. Por dois motivos. Primeiro: é de conhecimento de todos que a mente humana possui poderes extraordinários. Há pessoas que conseguem arrastar móveis com o pensamento, ler o pensamento alheio e levitar somente acreditando realmente que são capazes de tal. E a ciência já estuda tais fenômenos, estruturando a parapsicologia.
As pessoas muitas vezes associam algo que não compreendem (como pedir alguma coisa e esta ser concretizada) com a idéia de Deus. É porque não conseguem conviver com a idéia que o homem ainda não possui conhecimentos suficientes para explicar aquele fenômeno. Assim pensava-se antigamente sobre a chuva, a eletricidade, o fogo: eram fenômenos feitos por Deus, simplesmente pela única razão que não compreendiam esses fenômenos e precisavam associá-los a uma inteligência superior e onipresente.
O segundo motivo: é impossível realizar os desejos de todas as pessoas. Se todos quisessem parar de trabalhar, quem iria produzir algo? Quando se obtém um emprego (porque “Deus” quis), você está, literalmente, “tirando” outra pessoa que ocuparia o seu emprego se você não existisse. Quando se diz: “Graças a Deus que o homem que morreu não foi meu filho”, deve-se dizer que o mesmo “Deus” que evitou a morte de seu filho, provocou a morte de outro, mostrando que, desse modo, não se comprova a existência de Deus.
Enfim, o argumento “Deus existe porque atende às minhas preces e realiza meus desejos” não pode ser utilizado para comprovar uma suposta existência de Deus.
“Deus existe porque está escrito na Bíblia”.
Quanto a isso, nos limitamos a fazer uma pergunta: por que a Bíblia está certa? Como você tem certeza que Deus falou a Moisés e aquela história toda? Pela mesma e perigosa razão pela qual Galileu foi injustamente reprimido: toma-se algo (nesse caso, a Bíblia), como verdade absoluta. Mas muitos fatos afirmados por ela são inadmissíveis para a lógica. Vamos, por exemplo, tomar a afirmação dela que diz que nós todos descendemos de Adão e Eva.
Essa é a teoria da Bíblia: Deus criou um casal que se reproduziu e gerou descendentes, e nós estamos entre eles. Essa teoria contraria diversas leis da lógica. Vamos começar pelas mais fáceis.
Em primeiro lugar, todos nós sabemos que quando dois irmãos ou dois parentes muito próximos procriam, os filhos nascem com alto índice de anomalias e defeitos (como ausência de braços, retardamento e outros). Ora, se os filhos de Adão e Eva eram irmãos entre si, como se reproduziram normalmente? E não responda que foi porque Deus quis porque assim você está admitindo uma verdade absoluta.
Em segundo lugar, a teoria da Bíblia não explica como nasceram os brancos, os negros, os amarelos, os louros, enfim, toda a diversidade de aparências entre as pessoas (a ciência explica pela lei da Evolução Natural de Darwin).
E, em terceiro e último, a teoria que derrubou definitivamente a idéia do casal primeiro: a teoria da Evolução de Darwin (ela continha alguns erros, que hoje foram aperfeiçoados, caracterizando o mutacionismo). Porque essa teoria, em vez de afirmar que é impossível o homem descender de um casal único, ela descobriu que nós descendemos de um antepassado comum aos macacos. E nela se encontra mais um exemplo do mal que é aceitar uma verdade como absoluta: um professor que ensinava essa teoria foi preso (nos Estados Unidos, início do século), porque esta teoria estava errada(?), pois ia contra a Bíblia e a Bíblia não podia estar incorreta. Hoje, qualquer aluno de biologia estuda essa teoria, face às várias provas já demonstrando que ela corresponde à realidade. Vamos estudar os conceitos básicos dessa teoria:
1 – As variações surgem nos indivíduos de uma espécie bruscamente, em conseqüência de alterações do material genético transmitido de pais a filhos através dos gametas. As modificações impressas aos indivíduos nessa condição são também hereditárias e se constituem em mutações.
2 – Se algumas mutações determinam a manifestação de caracteres indesejáveis, outras, entretanto, tornam os indivíduos mais adaptados para as exigências do meio ambiente, fazendo-os mais aptos para vencer na luta pela vida.
3 – Como conseqüência da luta pela vida, resulta um seleção natural dos mais adaptados ou mais aptos e a extinção dos menos aptos.
Assim a ciência consegue explicar, satisfatoriamente, as mudanças que ocorrem nas espécies. Por isso, cada animal é adaptado ao ambiente em que vive. Por isso existem peixes que suportam grandes pressões vivendo em grande profundidade e aves perfeitamente adaptados para o vôo. As sucessivas evoluções tornaram possível as adaptações.
Você pode dizer que os cientistas podem estar enganados; quem sabe eles não estudaram a fundo a questão?
Felizmente, eles estudaram a questão profundamente, encontrando muitas provas que a evolução é real. Vamos ver as principais delas:
Provas anatômicas – O estudo da anatomia comparada revela fatos surpreendentes que falam a favor da evolução. Observe, por exemplo, que a grande maioria dos mamíferos (e não só dos mamíferos, mas também dos demais vertebrados terrestres, comos sapos, lagartos, crocodilos, aves) possui membros pendáctilos, isto é, com 5 dedos. Por quê? Não seria de pouco senso considerar esse fato apenas como uma “coincidência”? Se fosse verdade a Teoria da Criação Especial, pela qual Deus teria criado todos os seres a um só tempo, cada um independente do outro, não seria mais compreensível que os animais pudessem variar infinitamente nas suas estruturas, sem qualquer padrão de repetição? A “padronização estrutural” das espécies só tem uma explicação: o parentesco que as une no tempo, através da evolução.
Provas embriológicas – A embriologia comparada também fornece provas que reforçam a teoria da evolução. Já no século passado, Ernst von Baer chamava a atenção para a semelhança que existe entre embriões de espécies diferentes nos estágios iniciais de desenvolvimento. Por que razão o embrião de um peixe, o de um anfíbio, o de um réptil, o de uma ave e o de um mamífero, incluindo o embrião humano, se assemelham em certo momento de sua formação? Que outra razão justifica essa semelhança senão o verdadeiro parentesco que os liga ao tronco inicial do qual resultaram todos os vertebrados atuais?
Provas bioquímicas – A busca de provas que contribuam para a confirmação da teoria da evolução assume nos dias atuais um caráter cada vez mais profundo e vigoroso. Agora, nos laboratórios das grandes universidades americanas e européias, os cientistas procuram desvendar a semelhança que aproximam seres de espécies muito distantes na complexidade bioquímica de suas células e de seus organismos. Sabe-se que as enzimas são substâncias produzidas pela atividade celular sob controle específico de genes. Ora, a cada dia descobrem-se novas enzimas que estão presentes ao mesmo tempo em organismos muito distantes uns dos outros nos sistemas de classificação dos seres. Várias enzimas digestivas do homem têm sido encontradas nas células de animais inferiores. A tripsina, por exemplo, enzima proteolítica integrante do suco pancreático e da atividade intestinal, está presente em numerosos animais, desde os protozoários até os mamíferos.
O mesmo ocorre com relação aos hormônios. Os hormônios tireiodianos do gado bovino podem ser administrados com absoluta segurança a seres humanos portadores de hipotireiodismo. Entre a hemoglobina humana e a do chipanzé não há nenhuma diferença. Mas, entre a hemoglobina humana e a do gorila, já se observa duas trocas de aminoácidos. A hemoglobina do macaco Rhesus tem 12 aminoácidos trocados em relação à nossa hemoglobina e 43 em relação à do cavalo. Como explicar a variação seqüencial dos padrões moleculares que ditam as normas desta fantástica biologia interna dos organismos se não admitirmos o mecanismo da Evolução como a melhor das justificativas?
Provas cromossômicas – Numerosos cientistas dos grandes laboratórios de pesquisa do mundo têm dedicado seus esforços no sentido de fazer um cariotipagem comparada entre organismos diversos. A comparação entre os cariótipos de espécies diferentes também parece confirmar que há um parentesco entre seres de grupos diversos. Isso é feito pela análise do números de cromossomos nas células de animais e de plantas e por um estudo comparativo entre esses cariótipos. As diversidades de banana bem conhecidas (banana-ouro, banana-prata, banana-maçã, banana-d’água, banana-da-terra) revelam cariótipos de 22, 44, 55, 77 e 88 cromossomos, o que indica que resultam de mutações por euploidias (respectivamente; 2n=22; 4n=44; 5n=55; 7n=77; 8n=88). Já o trigo tem variedades com 14, 28 ou 42 cromossomos, que correspondem a indivíduos haplóides, diplóides e triplóides, respectivamente. Nas plantas, essas mutações cromossômicas são muito comuns e mostram a evolução das espécies.
Gorilas, chimpanzés e orangotangos possuem todos o cariótipo de 2n = 48 cromossomos. O homem possui 2n = 46, o que faz os geneticistas presumirem que tenha havido a fusão de dois pares de cromossomos no cariótipo humano em relação ao dos antropóides. O gibão (macaco asiático) possui um constante cromossômica de 2n = 44. Deduzimos, então, que o gibão, o gorila e o chimpanzé são todos parentes afastados do homem (mas nem tão afastados assim!…). Outro exemplo: o rato tem 42 cromossomos nas suas células diplóides, mas o camundongo só possui 40. Essa diferença de apenas um par não é sugestiva? Enfim, tudo indica que o estudo do cariótipo comparado das espécies pode servir para mostrar o grau de parentesco entre aquelas que se mostram mais vizinhas dentro dos sistemas de classificação dos seres. E isso é suficiente para representar uma palavra a mais no arsenal de provas que confirmam a evolução.
Provas zoogeográficas – Qualquer observador atento poderá notar que as faunas do hemisfério norte (América do Norte, Europa e Ásia) são bastante semelhantes entre si, num flagrante contraste com as faunas das terras do hemisfério sul (América do Sul, África e Oceania), que são sensivelmente diferentes umas das outras. No primeiro caso, os cervídeos (rena, alce, veado galheiro, as raposas, os castores, os lobos, etc.), apenas com algumas diversidades regionais, próprias dos grupamentos alopátricos. Já no segundo caso, a fauna da América do Sul (onças, pequenos macacos, tatus, preguiças, tamanduás e uma grande diversidade de aves), a fauna da África (leões, tigres, rinocerontes, zebras, girafas, elefantes, gorilas etc.) e a fauna da Oceania (canguru, quivi, ornitorrinco etc.) revelam profundas diferenças. É interessante questionar a razão desse contraste.
Os geólogos são unânimes em afirmar que todos os continentes da Terra estiveram há muitos milhões de anos atrás fundidos num só, chamado de Pangéia. Há, talvez, 200 milhões de anos, a Pangéia se fragmentou em blocos, originando a Laurásia e a Godwana. Esses dois imensos blocos passaram, lentamente, a deslizar sobre a vasta massa de material incandescente, que fica abaixo da crosta terrestre. A Laurásia, de situação setentrional, originou a América do Norte, a Europa e a Ásia. A Godwana, situada meridionalmente, também se fragmentou, por sua vez, dando origem a América do Sul, a África, a Oceania e a Antártica. Essa conclusão passou a constituir a chamada teoria da derivação continental ou do deslizamento continental.
Pela deriva continental, as terras do hemisfério sul ficaram logo separadas. E, progressivamente, a distância entre ela se tornou cada vez maior. O isolamento das espécies em cada continente foi total. Hoje, são passados 200 milhões de anos desde que o isolamento geográfico se instalou entre aquelas populações. O somatório das mutações e o trabalho da seleção natural fizeram com que as faunas e floras destes continentes se tornassem profundamente diversificadas. As terras do hemifério norte, a despeito de se afastarem também pelo deslizamento continental, mantiveram ainda contato por muito tempo. Aliás, a Europa nunca se separou da Ásia. O isolamento que se instalou entre os animais foi em decorrência da civilização que muito se desenvolveu entre as florestas européias e asiáticas, separando-as. Por sua vez, a Ásia se manteve ligada à América do Norte por um istmo que a comunicava ao Alasca e que submergiu a cerca de vinte mil anos, dando lugar ao atual estreito de Bhering. Só então houve o total isolamento das faunas da América do Norte e do bloco asiático europeu. Como se vê, as terras do norte estão separadas há, relativamente, pouco tempo. O isolamento entre as suas espécies é recente e, por isso, elas ainda não se diversificaram muito. Mais uma prova que depõe a favor da evolução. Ainda existem mais provas, como as paleontológicas, que atestam a veracidade da evolução. Mas, para não cansar o leitor, achamos melhor não colocá-las.
Contudo, pelas provas aqui apresentadas já se observa que a evolução natural das espécies é a imagem da realidade, portanto é inaceitável a teoria bíblica do surgimento do homem. E, admitindo que a Bíblia não estava certa neste ponto, ninguém pode garantir que Deus existe porque ela o afirma. Logo, o argumento “Deus existe porque está escrito na Bíblia” não prova a existência de Deus.
O interessante é que, mesmo reconhecendo a evolução como um FATO, a maioria dos cientistas americanos acredita em Deus (de acordo com pesquisas, em torno de 86% dos cientistas americanos acreditam em Deus). Porém, a concepção que eles possuem em Deus é diferente daquela concepção de Deus medieval, que criou Adão e Eva: eles acreditam num Deus que criou o Universo. Mas observe, caro leitor, que a concepção de Deus mudou! Se ela muda de acordo com as descobertas da ciência, como podemos admitir Deus como Invariável, Indiscutível, Pérpetuo e Constante? Mais algo sugestivo para pensar…
“Deus existe porque Cristo morreu crucificado por amor a todos nós e a Seu Pai”
Primeiro: como sabemos que Cristo morreu crucificado? Por que a Bíblia fala?
Contudo, vamos supor que existiu Cristo, e ele morreu por acreditar em Deus e por amor à gente. Ora, se eu digo que alguém tem certeza de alguma coisa, é diferente de afirmar que aquela coisa é verdadeira.. Por exemplo, Sócrates defendia conceitos próprios dele, que não eram iguais aos conceitos vigentes naquela época. Por isso, Sócrates foi condenado a morte. Na prisão anterior a sua morte, seus amigos ofereceram várias chances para a fuga dele, porém ele se recusou a fugir, dizendo que assim jamais acreditariam no que ele dizia. Morreu por amor às suas teorias. Isso não significa que as teorias dele estavam certas(aliás, muitos pontos de duas teorias eram errôneos).
Então, podemos concluir que o argumento “Deus existe porque Cristo morreu crucificado por amor a todos nós e a Seu Pai” não é válido.
“Deus existe porque alguém deve ter criado o Universo”.
Esse ponto de vista, durante muito tempo, foi considerado como a “prova científica da existência de Deus”. Descartes foi o filósofo que mais desenvolveu essa idéia: se tudo tem uma causa, deve existir um causa primeira, que é Deus.
Agora, uma pergunta: QUEM CRIOU DEUS? Ora, se tudo tem uma causa, então Deus deve ter sido criado. Aí você me responderia: “Deus é imaterial, ele é início e fim”. Palavras bonitas, é o que são. Ora, você não consegue conceber algo concreto, apalpável, sem uma causa, mas consegue conceber algo invisível, imaterial, “pensante” e “inteligente”, sem uma causa? Não é interessante?
Colocado em outras palavras: não entendemos como tudo começou, mas não podemos atribuir tudo que não sabemos explicar a um ser superior. Pois se atribuirmos tudo a Deus, não precisaremos procurar respostas, e não foi assim que se descobriram, por exemplo, vacinas, átomos e eletricidade. Foi através do método científico, o único meio de desenvolver a humanidade.
É a prova mais clara.
É inegável que há coisas que mudam. Nossos sentidos nos mostram que a planta cresce, que o céu fica nublado, que a folha passa a ser escrita, que nós envelhecemos, que mudamos de lugar, etc.
Há mudanças substanciais. Ex.: madeira que vira carvão. Há mudanças acidentais. Ex: parede branca que é pintada de verde. Há mudanças quantitativas. Ex: a água de um pires diminuindo por evaporação. Há mudanças locais. Ex: Pedro vai ao Rio.
Nas coisas que mudam, podemos distinguir:
As qualidades ou perfeições já existentes nelas.
as qualidades ou perfeições que podem vir a existir, que podem ser recebidas por um sujeito.
As perfeições existentes são ditas existentes em Ato.
As perfeições que podem vir a existir num sujeito são existentes em Potência passiva. Assim, uma parede branca tem brancura em Ato, mas tem cor vermelha em Potência.
Mudança ou movimento é pois a passagem de potência de uma perfeição qualquer (x) para a posse daquela perfeição em Ato.
M = PX —->> AX
Nada pode passar, sozinho, de potência para uma perfeição, para o Ato daquela mesma perfeição. Para mudar, ele precisa da ajuda de outro ser que tenha aquela qualidade em Ato.
Assim, a panela pode ser aquecida. Mas não se aquece sozinha. Para aquecer-se, ela precisa receber o calor de outro ser – o fogo – que tenha calor em Ato.
Outro exemplo: A parede branca em Ato, vermelha em potência, só ficará vermelha em Ato caso receba o vermelho de outro ser – a tinta – que seja vermelho em Ato.
Noutras palavras, tudo o que muda é movido por outro. É movido aquilo que estava em potência para uma perfeição. Em troca, para mover, para ser motor, é preciso ter a qualidade em ato. O fogo (quente em ato) move, muda a panela (quente em potência) para quente em ato.
Ora, é impossível que uma coisa esteja, ao mesmo tempo, em potência e em ato para a mesma qualidade.
Ex.: Se a panela está fria em ato, ela tem potência para ser aquecida. Se a panela está quente em ato ela não tem potência para ser aquecida.
É portanto impossível que uma coisa seja motor e móvel, ao mesmo tempo, para a mesma perfeição. É impossível, pois, que uma coisa mude a si mesma.
Tudo o que muda é mudado por outro.
Tudo o que se move é movido por outro.
Se o ente 1 passou de Potência de x para Ato x, é porque o ente 1 recebeu a perfeição x de outro ente 2 que tinha a qualidade x em Ato.
Entretanto, o ente 2 só pode ter a qualidade x em Ato se antes possuía a capacidade – a potência de ter a perfeição x.
Logo, o ente 2 passou, ele também, de potência de x para Ato x. Se o ente 2 só passou de PX para AX, é porque ele também foi movido por um outro ente, anterior a ele, que possuía a perfeição x em Ato.
Por sua vez, também o ente 3 só pode ter a qualidade x em Ato, porque antes teve Potência de x e só passou de PX para AX pela ajuda de outro ente 4 que tinha a qualidade x em Ato. E assim por diante.
PX —> AX PX (5) —> AX PX (4) —> AX PX (3) —> AX PX (2) —> AX (1)
Esta seqüência de mudanças ou é definida ou indefinida. Se a seqüência fosse indefinida, não teria havido um primeiro ser que deu início às mudanças.
Noutras palavras, em qualquer seqüência de movimentos, em cada ser, a potência precede o ato. Mas, para que se produza o movimento nesse ser, é preciso que haja outro com qualidade em ato.
Se a seqüência de movimentos fosse infinita, sempre a potência precederia o ato, e jamais haveria um ato anterior à potência. É necessário que o movimento parta de um ser em ato. Se este ser tivesse potência, não se daria movimento algum. O movimento tem que partir de um ser que seja apenas ato.
Portanto, a seqüência não pode ser infinita.
Ademais, está se falando de uma série de movimentos nas coisas que existem no universo.
Ora, esses movimentos se dão no espaço e no tempo. Tempo-espaço são mensuráveis. Portanto, não são movimentos que se dão no infinito.
A seqüência de movimentos em tempo e espaço finitos tem que ser finita.
E que o universo seja finito se compreende, por ser ele material. Sendo a matéria mensurável, o universo tem que ser finito.
Que o universo é finito no tempo se comprova pela teoria do Big Bang e pela lei da entropia. O universo principiou e terá fim. Ele não é infinito no tempo.
Logo, a seqüência de movimentos não pode ser infinita, pois se dá num universo finito.
Ao estudarmos as cinco provas de S. Tomás sobre a existência de Deus, devemos ter sempre em mente que ele examina o que se dá nas “coisas criadas”, para, através delas, compreender que existe um Deus que as criou e que lhes deu as qualidades visíveis, reflexos de suas qualidades invisíveis e em grau infinito.
Este primeiro motor não pode ser movido, porque não há nada antes do primeiro. Portanto, esse 1º ente não podia ter potência passiva nenhuma, porque se tivesse alguma ele seria movido por um anterior. Logo, o 1º motor só tem ATO. Ele é apenas ATO, isto é, tem todas as perfeições.
Este ser é Deus.
Deus então é ATO puro, isto é, ATO sem nenhuma potência passiva. Este ser que é ato puro não pode usar o verbo ser no futuro ou no passado. Deus não pode dizer “eu serei bondoso”, porque isto implicaria que não seria atualmente bom, que Ele teria potência de vir a ser bondoso.
Deus também não pode dizer “eu fui”, porque isto implicaria que Ele teria mudado, isto é, passado de potência para Ato. Deus só pode usar o verbo ser no presente. Por isso, quando Moisés perguntou a Deus qual era o seu nome, Deus lhe respondeu “Eu sou aquele que é” (aquele que não muda, que é ato puro).
Também Jesus Cristo ao discutir com os fariseus lhes disse: “Antes que Abraão fosse, eu sou” (Jo. VIII, 58). E os judeus pegaram pedras para matá-lo porque dizendo eu sou Ele se dizia Deus.
Na ocasião em que foi preso, Cristo perguntou: “a quem buscais ?”, e, ao dizerem “a Jesus de Nazaré”, ele lhes respondeu:
“Eu sou”. E a essas palavras os esbirros caíram no chão, porque era Deus se definindo.
Do mesmo modo, quando Caifás esconjurou que Cristo dissesse se era o Filho de Deus, Ele lhe respondeu: “Eu sou”. E Caifás entendeu bem que Ele se disse Deus, porque imediatamente rasgou as vestes dizendo que Cristo blasfemara afirmando-se Deus.
Deus é, portanto, ATO puro. É o ser que não muda. Ele é aquele que é. Por isso, a verdade não muda. O dogma não muda. A moral não evolui. O bem é sempre o mesmo.A beleza não muda.
Quando os modernistas afirmam que a verdade, o dogma, a moral, a beleza evoluem, eles estão dizendo que Deus evolui, que Ele não é ATO puro. Eles afirmam que Deus é fluxo, é ação, é processo e não um ente substancial e imutável.
É o que afirma hereticamente a Teologia da Libertação. Diz Frei Boff:
” Assim, o Deus cristão é um processo de efusão, de encontro, de comunhão entre distintos enlaçados pela vida, pelo amor.” (Frei Boff, A Trindade e a Sociedade, p. 169)
Ou então:
“Assim, Mary Daly sugere compreendermos Deus menos como substância e mais como processo, Deus como verbo ativo (ação) e menos como um substantivo. Deus significaria o viver, o eterno tornar-se, incluindo o viver da criação inteira, criação que, ao invés de estar submetida ao ser supremo, participaria do viver divino.” (Frei Boff, A Trindade e a Sociedade, pp. 154-155)
É natural pois que Boff tenha declarado em uma conferência em Teófilo Otono:
Como teólogo digo: sou dez vezes mais ateu que você desse deus velho, barbudo lá em cima. Até que seria bom a gente se livrar dele.” (Frei Boff, Pelos pobres, contra a pobreza, p. 54)
IIª Via – Prova da causalidade eficiente
Toda causa é anterior a seu efeito. Para uma coisa ser causa de si mesma teria de ser anterior a si mesma. Por isso neste mundo sensível, não há coisa alguma que seja causa de si mesma. Além disso, vemos que há no mundo uma ordem determinada de causas eficientes.
Assim, numa série definida de causas e efeitos, o resfriado é causado pela chuva, que é causada pela evaporação, que é causada pelo calor, que é causado pelo Sol. No mundo sensível, as causas eficientes se concatenam às outras, formando uma série em que umas se subordinam às outras: A primeira, causa as intermediárias e estas causam a última. Desse modo, se for supressa uma causa, fica supresso o seu efeito. Supressa a primeira, não haverá as intermediárias e tampouco haverá então a última.
Se a série de causas concatenadas fosse indefinida, não existiria causa eficiente primeira, nem causas intermediárias, efeitos dela, e nada existiria. ora, isto é evidentemente falso, pois as coisas existem. Por conseguinte, a série de causas eficientes tem que ser definida. Existe então uma causa primeira que tudo causou e que não foi causada.
Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por Sócrates que morreu dizendo: “Causa das causas, tem pena de mim”. A negação da Causa primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma, pois ela concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.
O famoso físico inglês Stephen Hawkins em sua obra “Breve História do Tempo” reconheceu que a teoria do Big-Bang (grande explosão que deu origem ao universo, ordenando-o e não causando desordem, como toda explosão faz devido a Lei da entropia) exige um ser criador. Hawkins admitiu ainda que o universo é feito como uma mensagem enviada para o homem. Ora, isto supõe um remetente da mensagem. Ele, porém, confessa que a ciência não pode admitir um criador e parte então para uma teoria gnóstica para explicar o mundo.
O mesmo faz o materialismo marxista. Negando que haja Deus criador do universo, o marxismo se vê obrigado a transferir para a matéria as qualidades da Causa primeira e afirmar, contra toda a razão e experiência, que a matéria é eterna, infinita e onipotente. Para Marx, a matéria é a Causa das causas não causada.
IIIª Via – Prova da contingência
Na natureza, há coisas que podem existir ou não existir. Há seres que se produzem e seres que se destroem. Estes seres, portanto, começam a existir ou deixam de existir. Os entes que têm possibilidade de existir ou de não existir são chamados de entes contingentes. Neles, a existência é distinta da sua existência, assim o ato é distinto da potência. Ora, entes que têm a possibilidade de não existir, de não ser, houve tempo em que não existiam, pois é impossível que tenham sempre existido.
Se todos os entes que vemos na natureza têm a possibilidade de não ser, houve tempo em que nenhum desses entes existia. Porém, se nada existia, nada existiria hoje, porque aquilo que não existe não pode passar a existir por si mesmo. O que existe só pode começar a existir em virtude de um outro ente já existente. Se nada existia, nada existiria também agora. O que é evidentemente falso, visto que as coisas contingentes agora existem.
Por conseguinte, é falso que nada existia. Alguma coisa devia necessariamente existir para dar, depois, existência aos entes contingentes. Este ser necessário ou tem em si mesmo a razão de sua existência ou a tem de outro.
Se sua necessidade dependesse de outro, formar-se-ia uma série indefinida de necessidades, o que, como já vimos é impossível. Logo, este ser tem a razão de sua necessidade em si mesmo. Ele é o causador da existência dos demais entes. Esse único ser absolutamente necessário – que tem a existência necessariamente – tem que ter existido sempre. Nele, a existência se identifica com a essência. Ele é o ser necessário em virtude do qual os seres contingentes tem existência. Este ser necessário é Deus.
IVª Via – Dos graus de perfeição dos entes
Vemos que nos entes, uns são melhores, mais nobres, mais verdadeiros ou mais belos que outros. Constatamos que os entes possuem qualidades em graus diversos. Assim, dizemos que o Rio de Janeiro é mais belo que Carapicuíba. Nessa proposição, há três termos: Rio de Janeiro, Carapicuíba e Beleza da qual o Rio de Janeiro participa mais ou está mais próximo. Porque só se pode dizer que alguma coisa é mais que outra, com relação a certa perfeição, conforme sua maior proximidade, participação ou semelhança com o máximo dessa perfeição.
Portanto, tem que existir a Verdade absoluta, a Beleza absoluta, o Bem absoluto, a Nobreza absoluta, etc. Todas essas perfeições em grau máximo e absoluto coincidem em um único ser, porque, conforme diz Aristóteles, a Verdade máxima é a máxima entidade. O Bem máximo é também o ente máximo.
Ora, aquilo que é máximo em qualquer gênero é causa de tudo o que existe nesse gênero. Por exemplo, o fogo que tem o máximo calor, é causa de toda quentura, conforme diz Aristóteles. Há, portanto, algo que é para todas as coisas a causa de seu ser, de sua bondade, de sua verdade e de todas as suas perfeições. E a isto chamamos Deus.
Por esta prova se vê bem que a ordem hierárquica do universo é reveladora de Deus, permitindo conhecer sua existência, assim como conhecer suas perfeições. É o que diz São Paulo na Epístola aos Romanos (I, 19). E também é por isso que Deus, ao criar cada coisa dizia que ela era boa, como se lê no Gêneses ( I ). Mas quando a Escritura termina o relato da criação, diz que Deus, ao contemplar tudo quanto havia feito, viu que o conjunto da criação era “valde bona”, isto é, ótimo.
Pois bem, se cada parcela foi dita apenas boa por Deus como se pode dizer que o total é ótimo? O total deve ter a mesma natureza das parcelas, e portanto o total de parcelas boas devia ser dito simplesmente bom e não ótimo. São Tomás explica essa questão na Suma contra Gentiles. Diz ele que o total foi declarado ótimo porque, além da bondade das partes havia a sua ordenação hierárquica. É essa ordem do universo que o torna ótimo, pois a ordem revela a Sabedoria do Ordenador. Por aí se vê que o comunismo, ao defender a igualdade como um bem em si, odeia a ordem, imagem da Sabedoria de Deus. Odiando a imagem de Deus, o comunismo odeia o próprio Deus, porque quem odeia a imagem odeia o ser por ela representado. Nesse ódio está a raiz do ateísmo marxista e de sua tendência gnóstica.
Vª Via – Prova da existência de Deus pelo governo do mundo
Verificamos que os entes irracionais obram sempre com um fim. Comprova-se isto observando que sempre, ou quase sempre, agem da mesma maneira para conseguir o que mais lhes convém.
Daí se compreende que eles não buscam o seu fim agindo por acaso, mas sim intencionalmente. Aquilo que não possui conhecimento só tende a um fim se é dirigido por alguém que entende e conhece. Por exemplo, uma flecha não pode por si buscar o alvo. Ela tem que ser dirigida para o alvo pelo arqueiro. De si, a flecha é cega. Se vemos flechas se dirigirem para um alvo, compreendemos que há um ser inteligente dirigindo-as para lá. Assim se dá com o mundo. Logo, existe um ser inteligente que dirige todas as coisas naturais a seu fim próprio. A este ser chamamos Deus.
Uma variante dessa prova tomista aparece na obra “A Gnose de Princeton”. Apesar de gnóstica esta obra apresenta um argumento válido da existência de Deus.
Filmando-se em câmara lenta um jogador de bilhar dando uma tacada numa bola, para que ela bata noutra a fim de que esta corra e bata na borda, em certo ângulo, para ser encaçapada, e se depois o filme for projetado de trás para diante, ver-se-á a bola sair da caçapa e fazer o caminho inverso até bater no taco e lançar para trás o braço do jogador. Qualquer um compreende, mesmo que não conheça bilhar, que a segunda seqüência não é a verdadeira, que é absurda. Isto porque à segunda seqüência faltou a intenção, que transparece e explica a primeira seqüência de movimentos. Daí concluir com razão, a obra citada, que o mundo cego caminha – como a flecha ou como a bola de bilhar – em direção a um alvo, a um fim. Isto supõe então que há uma inteligência que o dirige para o seu fim. Há pois uma inteligência que governa o mundo.
Este ser sapientíssimo é Deus.
Afirmação – Deus Existe
“A fé é o fundamento da esperança, a certeza daquilo que não se vê.” Hb 11,1
Todos nós procuramos a certeza absoluta da existência de um ser superior, criador de tudo. Creio que não há um ser humano que nunca se perguntou: Quem criou o mundo em que vivo?
Muitos desistem dessa procura, pois se acham incapacitados de encontrar a Verdade que está diante de nós, só que as riquezas mundanas não permitem que vejamos a Sua existência com os olhos da fé, mas sim com os olhos da razão.
A fé, como já foi dito logo acima na epístola de Paulo, é a certeza daquilo que não vemos, podendo ser encarada de modo irracional (com os olhos da fé) ou racional (com os olhos da razão). Vejamos:
A fé é irracional, pois como cremos no invisível, não temos razões físicas para provar sua existência, mas graças ao poder de Deus, podemos sentir sua presença através de prodígios que só Ele pode realizar em nossas vidas.
A fé é racional, pois mesmo que não possamos vê-lo, temos a certeza por razões lógicas da sua existência. Exemplo:
Muitos “ateus” acreditam em outras idéias que explicam a criação do universo, como por exemplo a idéia do “Big-Bang”, que consiste em uma grande explosão fazendo com que as partículas de um todo se espalhassem por todo o planeta. Mesmo com esta idéia científica, seria necessário que Alguém agisse para ocasionar a grande explosão. Esse Alguém que menciono é Deus.
Só um Ser muito poderoso poderia fazer coisas tão bonitas e perfeitas (como por exemplo: o corpo humano, os animais, os astros, etc.); obras tão perfeitas como o próprio Construtor.
A Bíblia nos explica de uma maneira simbólica a criação do mundo feita por Deus, onde nos ensina que Deus é o único e verdadeiro criador, que usa de nós como instrumento para o aperfeiçoamento de suas obras.
Através dos fatos mencionados, podemos chegar a uma magnífica conclusão: DEUS EXISTE!
Basta que abramos os nossos corações para que esse Deus que tudo criou por Amor Eterno aos seus filhos, faça de nós obras divinas cheias de fé e felizes em saber que Deus está no meio de nós.
Capítulo 5 – Conclusão
Estudando Kardec
A Gênese
Deus – Existência de Deus – Deus existe?
A existência de Deus é um fato admitido não somente pela revelação, como pela evidência material dos fatos. Nem sempre é necessário ter visto uma coisa para saber que ela existe.
Todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente. A Natureza pela harmonia de suas obras, verificamos que não pode ser controlada pelo homem e muito menos produzida. Há os que contestam dizendo que são produzidas por forças materiais, que agem mecanicamente em conseqüência das leis de atração e repulsão.
As plantas nascem, brotam, crescem e multiplicam-se sempre do mesmo modo, cada uma dentro de sua espécie, em virtude dessas mesmas leis. Os astros se formam pela atração molecular e movem-se em suas órbitas por efeito da gravitação. Tudo isso é exato, porém essas forças são efeito que devem ter uma causa. Kardec na Gênese cita como exemplo o relógio, a engenhosidade do mecanismo, demonstra a inteligência e o saber do relojoeiro, e afirma que nunca ninguém lembrou de dizer: aí está um pêndulo muito inteligente!
Dá-se o mesmo com o mecanismo do Universo:
Deus não se mostra, mas afirma-se mediante suas obras.
No livro “Que é Deus” seu autor Eliseu F. da Mota Júnior, iniciou o capítulo 3º com uma frase do bacteriologista francês, criador da pasteurização, além de inúmeras vacinas, Louis Pasteur (1822-1895). “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima. “Essa colocação induz a idéia de que um conhecimento científico superficial serve apenas para distanciar o homem de Deus e, em sentido oposto leva à conclusão de que todos os profundos conhecedores da Ciência estão próximos de Deus. O professor Eliseu discorre no seu livro com muito brilhantismo os mais variados pensamentos de grandes cientistas contemporâneos. Cita trechos do livro de Stephen W. Hawking, coloca também vários trechos do livro “A Mente de Deus” do conceituado cientista inglês, doutorado em física Paul Davies,: – “Não posso acreditar que nossa existência neste Universo seja uma mera peculiaridade do destino, a espécie física Homo não pode importar para nada, mas a existência da mente em algum organismo em algum planeta do Universo é certamente um fato fundamentalmente significativo”. E terminamos este estudo ainda com Paul Davies: – “Sem Deus a Ciência não poderá completar os seus estudos acerca da origem do Universo, da matéria, da vida e do próprio homem”.