O Despertar da Nova Era
Aconteceu entre os dias 16 e 17 de fevereiro o alinhamento entre Júpiter e Marte tão divulgado na década de 60 pelo musical Hair com a canção The Age of Aquarius:
| When the moon is in the Seventh House And Jupiter aligns with Mars Then peace will guide the planets And love will steer the stars This is the dawning of the age of Aquarius The age of Aquarius Aquarius! Aquarius! |
Quando a lua estiver na sétima casa E Júpiter se alinhar a Marte Então a paz guiará os planetas E o amor atingirá as estrelas Este é o começo da Era de Aquarius A Era de Aquarius Aquarius! Aquarius! |
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Harmony and understanding |
Harmonia e entendimento |
A Expressão “Nova Era” surge nesta mesma década definindo a mudança nas estruturas de pensamento que vinham se anunciando e começa a tomar forma com Petter e Ellien Caddy e Dorothy Mac Lean através da fundação de uma comunidade em Findhorn, norte da Escócia, com a convicção de que o homem é ao mesmo tempo a parte e o todo do universo, podendo viver em perfeita harmonia com a natureza e o cosmos.
Para grande parte dos astrólogos, os primeiros sinais da Era de Aquário, surgiram com o início da Revolução Francesa, considerada o marco inicial da Idade Contemporânea, que teve como lema os ideais iluministas de igualdade, liberdade e fraternidade e levou ao poder a burguesia, que representava 95% da população.
Neste momento vivemos o final da Era de Peixes e, apesar de que, astronomicamente, o Ponto Vernal entrará em Aquário por volta do ano 2160, já sentimos acentuadamente os sinais aquarianos refletidos na sociedade moderna, como a aceleração do desenvolvimento científico, o surgimento de novas religiões e sistemas de crença mais baseados na força da mente e na crença de que somos como deuses, o forte desejo de resolvermos nossas diferenças e sermos mais tolerantes e abertos e, por nos libertarmos de velhos condicionamentos que nos acompanham há milênios.
Acredita-se, como diz a canção, que esta será uma era de harmonia e fraternidade baseada na razão, simpatia e confiança abundante, sem mais mentiras e ilusões, oportunidades para o desenvolvimento intelectual e espiritual, pois Aquário é um signo aéreo, científico, intelectual.
Por outro lado, corremos sério risco de nos tornarmos extremamente frios e racionais em um mundo em que o sistema social rigidamente organizado em prol de um todo, anula a individualidade e a criatividade, características de Leão, signo oposto à Aquário, pois em todas as Eras houve dificuldade em se equilibrar os dois signos envolvidos.
Podemos tomar como exemplo a Era de Peixes, quando tivemos um misticismo que se voltou para um fanatismo religioso. O idealismo e os sonhos de um mundo perfeito e nivelado desabaram na intolerância, na perseguição e no genocídio. O ser humano teve sua capacidade de análise e discernimento (Virgem) bloqueada por crenças e dogmas. Com o desenvolvimento da ciência a partir do século XIX, Virgem assumi livrando-se de tudo o que não se podia explicar e iniciando um período de excessiva racionalidade e fragmentação, resultando no surgimento de doenças emocionais em função da falta da crença em algo maior.
Portanto, não podemos acreditar que a Era de Aquário vai nos levar automaticamente ao amor fraterno, ao auto-conhecimento ou à um mundo extraordinário com o desenvolvimento de nosso poder mental e o uso correto dele. Para isso é preciso que cada um de nós se concentre na somatória de esforços em prol do mesmo fim, onde o todo supera a soma das partes.
Aquário tornará mais fácil percebermos que todos somos um e a partir disso, unidos, seremos capazes de criar um novo modo de vida, rompendo com tudo o que de negativo vivemos até agora.
Cada um deve fazer sua parte, para que possamos realmente começar uma nova Era, um novo tempo, trabalhando para o coletivo, interessando-se mais por ele. Não enxergando a vida apenas em seu mundinho próprio, limitado à sua casa e às pessoas próximas.
A Era de Aquário é regida pelo planeta Urano “O DESPERTADOR”, que tem o poder de despertar a identidade e consciência universal que, há milênios, está adormecida em nós. Não existe fórmula mágica para esse despertar, há sim lições a aprender, e a fé é a principal delas. É preciso acreditar, ter fé em si próprio e na humanidade, na nossa vontade interior que é o canal que nos liga ao Poder Supremo do Pai e Criador Celestial, que poderá também nos libertar das aparências e trazer-nos de volta para uma realidade maior.
Por isso, devemos procurar enfatizar em nós a consciência da identidade superior, a nossa entidade manifestada, aquela que tem o contato com o mundo externo através dos sentidos, despertando-nos para a certeza de que só a nossa ação e atitude interna poderá trazer a tona uma real transformação.
Pesquisa realizada por Regina.
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